Vports já exportou US$ 6,3 bilhões de dólares em 2026; rochas crescem 9%

Granito e mármore somaram 809 mil toneladas entre janeiro e agosto, mesmo com o impacto das tarifas dos Estados Unidos.

Por Redação ·

Vports já exportou US$ 6,3 bilhões de dólares em 2026; rochas crescem 9%

<p>Os portos administrados pela Vports movimentaram mais de 809 mil toneladas de granito e mármore entre janeiro e agosto de 2026, volume 9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. As operações com rochas ornamentais alcançaram US$ 818 milhões e responderam por 13% da carga movimentada pelo complexo portuário no período.</p><p>O desempenho ocorre em meio ao impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A medida atinge diretamente a cadeia de rochas ornamentais, uma das principais atividades exportadoras do Espírito Santo e com forte exposição ao mercado americano.<br>Segundo Pedro Benevides, diretor-presidente da Vports, o efeito sobre o faturamento foi menor porque as empresas priorizaram o embarque de produtos de maior valor agregado para os Estados Unidos.</p><p>A estratégia, porém, não elimina o efeito das tarifas sobre a competitividade. Benevides avalia que o encarecimento do produto brasileiro aumenta a concorrência com fornecedores de outros países que conseguem chegar ao mercado americano em condições mais favoráveis de preço.<br>A tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros é de 37,5%, com exceção do quartzito, tributado em 12,5%, conforme os dados apresentados na reportagem do Valor Econômico.</p><p>A pressão sobre as rochas acontece durante um período de crescimento da atividade dos portos administrados pela Vports. No primeiro semestre, o complexo movimentou 4,1 milhões de toneladas, 12% acima do mesmo período de 2025. A companhia pretende elevar a movimentação anual dos atuais 8 milhões para 13 milhões de toneladas até 2030.</p><p>Desde o início da concessão, a Vports reuniu uma carteira de R$ 1,6 bilhão em investimentos contratados, envolvendo projetos para ampliar a capacidade e diversificar as cargas movimentadas.</p><p>Para o Espírito Santo, a combinação entre crescimento da movimentação portuária e maior pressão comercial sobre as rochas coloca dois movimentos em direções distintas: enquanto a infraestrutura avança para receber mais cargas, um dos principais setores exportadores capixabas precisa lidar com condições menos favoráveis em seu maior mercado internacional.</p>