Capixaba VGR (Valor Gestão de Recursos) capta R$ 55,5 milhões e estreia fundo imobiliário na B3
VGRH11, gerido pela VGR Asset, reuniu 1.283 investidores na primeira emissão e terá ao menos 67% do patrimônio aplicado em CRIs.
Por Redação ·
<p>A VGR Asset, gestora de recursos ligada à capixaba Valor Investimentos, estreou no mercado de fundos imobiliários negociados na B3 com uma captação de R$ 55,5 milhões. O VGRH11, primeiro fundo imobiliário da gestora listado em bolsa, reuniu 1.283 investidores em sua oferta inicial e começou a ser negociado na B3 em 10 de setembro.</p><p>A primeira emissão colocou 555.076 cotas a R$ 100 cada, somando exatamente R$ 55.507.600. A operação reuniu 1.283 investidores. A oferta previa inicialmente até 600 mil cotas, equivalentes a R$ 60 milhões, e tinha R$ 50 milhões como volume mínimo para ser concluída.</p><p>Batizado de Hedge VGR Crédito Fundo de Investimento Imobiliário, o VGRH11 é cogerido pela VGR Asset e pela Hedge Investments. O regulamento determina que pelo menos 67% do patrimônio líquido seja investido em certificados de recebíveis imobiliários, os CRIs, característica típica dos chamados fundos imobiliários de papel.</p><p>A estreia leva uma gestora sediada em Vitória ao mercado de FIIs negociados nacionalmente. A documentação da oferta, porém, não estabelece destinação dos R$ 55,5 milhões para projetos no Espírito Santo. Os ativos serão selecionados pelas gestoras conforme as oportunidades encontradas e a política do fundo.</p><p>A conexão com o mercado imobiliário capixaba aparece, por enquanto, nos próximos passos pretendidos pela VGR. Rodrigo Zanol, sócio da gestora, afirmou que o grupo pretende fazer novas captações para o VGRH11 e, posteriormente, avaliar veículos com aportes diretos em empreendimentos, além de ampliar a aproximação com empresas do setor imobiliário do Espírito Santo.</p><p>O movimento, portanto, tem dois tempos distintos. O primeiro já ocorreu: R$ 55,5 milhões captados e um fundo capixaba negociado na B3. A eventual utilização dessa estrutura para aproximar projetos imobiliários do Espírito Santo do mercado de capitais ainda depende dos próximos fundos e investimentos da gestora.</p>