A vez das hortaliças: R$ 2,5 bilhões cultivados nas montanhas capixabas

Com R$ 2,49 bilhões em valor da produção, a horticultura se consolidou como o segundo maior segmento do agronegócio capixaba, reunindo 41 culturas e fortalecendo a economia das montanhas do Espírito Santo

Por Redação ·

A vez das hortaliças: R$ 2,5 bilhões cultivados nas montanhas capixabas

<p>A força econômica das montanhas capixabas vai muito além das paisagens e do turismo rural. A produção de hortaliças movimenta cerca de R$ 2,5 bilhões por ano e se consolidou como uma das atividades mais relevantes da economia do Espírito Santo.</p><p>Os números ajudam a dimensionar o peso do setor. Os dados consolidados apontam uma produção de 975 mil toneladas em 24,6 mil hectares cultivados. A cadeia reúne 41 culturas diferentes e responde por aproximadamente 8,2% de todo o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) capixaba, que alcançou R$ 31,2 bilhões.</p><p>O resultado coloca a horticultura como o segundo maior segmento do agronegócio estadual em valor da produção, atrás apenas da cafeicultura. Trata-se de uma atividade que combina escala econômica, diversificação produtiva e forte presença da agricultura familiar.</p><p>Presente em municípios como Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Domingos Martins, Marechal Floriano e Venda Nova do Imigrante, a cadeia movimenta fornecedores de insumos, cooperativas, transportadoras, distribuidores, supermercados e pequenos negócios locais.</p><p>O impacto vai além da produção agrícola. Cada safra gera circulação de recursos, cria empregos, fortalece serviços e amplia oportunidades econômicas em diferentes regiões do Estado.</p><p>A diversidade é uma das marcas da horticultura capixaba. Cinco culturas concentram aproximadamente 66% da renda gerada pelo setor: tomate, gengibre, repolho, chuchu e inhame. Juntas, elas ajudam a explicar a competitividade e a capacidade de geração de riqueza da atividade.</p><p>O tomate lidera a horticultura estadual, respondendo por cerca de 18% do valor total gerado pelo segmento. Já o gengibre se tornou um dos símbolos da competitividade agrícola capixaba. O Espírito Santo responde por aproximadamente 75% da produção nacional da cultura e por cerca de 59% das exportações brasileiras do produto.</p><p>Além da relevância econômica, as hortaliças produzidas nas montanhas capixabas desempenham papel estratégico no abastecimento nacional, chegando diariamente a mercados, feiras e centros de distribuição em diferentes estados brasileiros.</p><p>Mais do que produzir alimentos, a horticultura representa um exemplo de como a diversificação produtiva fortalece a competitividade do agronegócio e amplia a resiliência da economia capixaba. Em um setor frequentemente associado às grandes commodities, as hortaliças mostram que a geração de riqueza também nasce nas pequenas propriedades e nas cadeias produtivas distribuídas pelo interior do Estado.</p>