Produção de pelotas em Tubarão cresce e segura resultado da Vale
Complexo de Vitória produziu 5,35 milhões de toneladas no terceiro trimestre e respondeu por 62% das pelotas fabricadas pela mineradora no mundo.
Por Redação ·
<p>A Vale está produzindo mais pelotas de minério em Vitória enquanto o resto da sua operação de minério encolhe. Entre julho e setembro, as usinas do Complexo de Tubarão produziram 5,35 milhões de toneladas, alta de 17% sobre o mesmo período de 2025.</p><p>No trimestre, a Vale vendeu a tonelada de pelota a US$ 134, em média. A esse preço, o volume produzido em Tubarão equivale a cerca de US$ 717 milhões.</p><p>No mesmo período, a produção total de minério de ferro da companhia caiu 6%, para 88,4 milhões de toneladas. Os dados estão no relatório de desempenho do terceiro trimestre, divulgado pela mineradora nesta quinta-feira (29).</p><p>Já a produção global de pelotas da Vale subiu 7%, para 8,6 milhões de toneladas, puxada pelas usinas de Tubarão. De cada dez pelotas que a Vale fez no mundo entre julho e setembro, seis saíram de Vitória. No acumulado do ano, as usinas de Tubarão produziram 16,1 milhões de toneladas de pelotas, 24% a mais que no mesmo período de 2025. Isso equivale a dois terços de todas as pelotas que a Vale produziu no ano.</p><p>Segundo a Vale, a alta em Tubarão veio principalmente da maior oferta de minério fino de Minas Gerais, a matéria-prima que abastece as usinas de Vitória.</p><p>A base de comparação também ajuda. No terceiro trimestre de 2025, a produção de pelotas da Vale tinha caído 2,4 milhões de toneladas, porque a empresa ajustou o ritmo das usinas às condições do mercado.</p><p>A queda geral da Vale vem principalmente de Carajás, no Pará, onde fica a maior operação de minério da empresa. Uma das minas de lá enfrentou restrições de lavra e produziu bem menos que no ano passado.</p><p>A Vale manteve a meta de produzir entre 30 e 34 milhões de toneladas de pelotas em 2026 e espera chegar ao meio dessa faixa. Para isso, precisa repetir no último trimestre um ritmo parecido com o atual.</p>