Trading capixaba entra no top 3 de importação de aeronaves

Com 55 aeronaves importadas em 2026, Superia aparece entre as três maiores tradings do setor no país.

Por Redação ·

Trading capixaba entra no top 3 de importação de aeronaves

<p>A Superia, trading capixaba, está entre as três empresas de comércio exterior que mais importaram aeronaves no Brasil em 2026. O ranking é da Logcomex, plataforma de dados de comércio exterior, e considera as operações do primeiro semestre de 2026.</p><p>Até agora, a trading trouxe 55 aeronaves neste ano. Dá mais de um avião por semana desde janeiro. O resultado coloca a Superia na linha de frente de um mercado em que o Espírito Santo já é líder com folga.</p><p>O estado que importa mais de um avião por dia<br>Entre janeiro e setembro de 2026, o Espírito Santo importou US$ 1,17 bilhão em aeronaves, segundo o Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).</p><p>O estado manteve o ritmo do mesmo período do ano anterior, quando foram US$ 1,21 bilhão.<br>Em unidades, foram 300 aviões e helicópteros em nove meses, contra 295 um ano antes. É mais de uma aeronave por dia.</p><p>O resto do país desacelerou. As importações brasileiras de aeronaves caíram 9,8% no período, de US$ 1,88 bilhão para US$ 1,69 bilhão. O Espírito Santo recuou bem menos, 3,7%.</p><p>Com isso, a fatia capixaba cresceu. As empresas do estado responderam por 68,8% de todo o valor em aeronaves importadas pelo Brasil até setembro, contra 64,4% um ano antes. De cada três dólares que o país gasta com aviões e helicópteros importados, dois passam por empresas capixabas.</p><p><strong>Menos jato, mais helicóptero</strong></p><p>O valor ficou estável, mas o tipo de aeronave mudou.<br>Os helicópteros foram o destaque. As importações capixabas somaram US$ 199,5 milhões até setembro, alta de 50,6% sobre os US$ 132,5 milhões de 2025.</p><p>Os aviões a hélice e turboélice, usados no agronegócio, na aviação regional e em táxi aéreo, também cresceram. Passaram de US$ 231,1 milhões para US$ 300,6 milhões (alta de 30,1%), e o número de unidades subiu de 120 para 158.</p><p>Os jatos e aviões de grande porte seguiram na direção contrária. Caíram de US$ 846,2 milhões para US$ 665,2 milhões, e de 115 para 89 unidades. Mesmo assim, ainda representam mais da metade do valor importado pelo estado.</p><p>Na média, cada aeronave que entrou pelo Espírito Santo em 2026 custou US$ 3,9 milhões.</p><p><strong>Do contrato ao registro na Anac</strong></p><p>A Superia atua nas várias etapas de uma importação de aeronave. A trading estrutura a operação e a parte tributária, cuida da logística internacional e da documentação, faz o desembaraço aduaneiro (a liberação da carga pela Receita Federal) e conclui a regularização do avião para que ele possa voar no Brasil.</p><p>É um negócio com tíquete alto e pouca margem para erro. Um jato executivo pode custar dezenas de milhões de dólares, e a aeronave só entra em operação depois de regularizada na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).<br>A logística também ficou mais simples neste ano.</p><p>No começo de 2026, o Aeroporto de Vitória passou a contar com serviço de imigração para tripulantes, com a participação de Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa, Vigiagro e Anac. Antes, os jatos importados que pousavam na capital precisavam fazer escala em outros aeroportos para concluir os trâmites. Agora, o processo termina onde o avião pousa.</p>