Shell recebe autorização para exportar petróleo na costa capixaba
Receita Federal liberou operações de transbordo de petróleo de 19 unidades de produção em área marítima localizada em frente ao Estado.
Por Redação ·
<p>A Shell Brasil recebeu autorização da Receita Federal para realizar operações de exportação de petróleo bruto em uma área marítima localizada em frente à costa do Espírito Santo. A habilitação permite que o óleo seja transferido entre navios no mar antes de seguir para o exterior.</p><p>Os dois atos publicados pela Alfândega da Receita Federal do Porto de Vitória nesta terça-feira (8) abrangem petróleo extraído por 19 FPSOs, embarcações utilizadas para produzir, armazenar e transferir petróleo em campos offshore. Um dos atos contempla três unidades e o outro, outras 16.</p><p>Na prática, a operação funciona por meio do chamado transbordo. O petróleo transportado por um navio aliviador é transferido diretamente para outro navio, que será responsável pela viagem internacional. A própria Receita define esse procedimento como uma transferência de carga entre embarcações posicionadas lado a lado.</p><p>A área autorizada para essas transferências fica em alto-mar, diante do litoral capixaba, dentro de um perímetro definido por coordenadas nos atos da Receita. A autorização envolve, entre outras, as unidades Cidade de São Paulo, Cidade de Ilhabela e Cidade de Caraguatatuba.</p><p>A novidade coloca uma área marítima do Espírito Santo dentro da logística de exportação de petróleo movimentado pela Shell. A Alfândega do Porto de Vitória é a unidade responsável pela habilitação e pelos procedimentos aduaneiros previstos nos atos.</p><p>Isso não significa, porém, que os 19 FPSOs estejam instalados no Espírito Santo ou que todo o petróleo tenha origem em campos capixabas. As autorizações tratam do local onde poderá ocorrer o transbordo para exportação.</p><p>Os documentos também não informam quanto petróleo será movimentado, a frequência das operações, os destinos das cargas ou se haverá utilização de infraestrutura portuária em terra no Estado. Esses números serão determinantes para dimensionar o impacto econômico da nova autorização sobre a cadeia marítima e logística capixaba.</p>