Samarco bate recorde de produção desde a retomada
Mineradora produziu 4,3 milhões de toneladas entre julho e setembro, maior volume trimestral desde 2020.
Por Redação ·
<p>A Samarco acaba de fechar o trimestre mais produtivo desde que religou suas usinas, em dezembro de 2020. Entre julho e setembro, a mineradora da Vale e da BHP produziu 4,3 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro. É em Ubu, em Anchieta, que o minério extraído em Mariana (MG) chega por mineroduto, vira pelota e embarca para siderúrgicas do exterior.</p><p>Na média, são cerca de 32 toneladas de minério produzidas por minuto, dia e noite, durante três meses.</p><p>O número consta da prévia operacional divulgada pela empresa em 22 de outubro. A produção cresceu 4% sobre o mesmo período de 2025 e 10% sobre o segundo trimestre deste ano. De janeiro a setembro, foram 12 milhões de toneladas, alta de 7% e também o melhor resultado para nove meses desde a retomada.</p><p>O recorde vem com a operação longe do potencial. A Samarco funciona hoje com cerca de 60% da capacidade instalada. Em Ubu, duas das quatro usinas de pelotização estão ligadas.</p><p>Antes do rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, a empresa chegou a produzir 25,1 milhões de toneladas em um único ano, em 2014. A operação ficou parada por cinco anos e voltou com só 26% da capacidade.</p><p>O ritmo das usinas não se repetiu nas vendas. A Samarco vendeu 3,9 milhões de toneladas no trimestre, mesmo volume do período anterior e 5% abaixo de igual período de 2025.</p><p>Segundo o relatório operacional da BHP, a produção superou as vendas em cerca de 420 mil toneladas no trimestre. No ano, a diferença chega perto de 1 milhão de toneladas: foram 12 milhões produzidas contra 11 milhões vendidas.</p><p>Na prática, é minério pronto à espera de navio. O preço ajudou a compensar. A tonelada de pelota saiu em média por US$ 125,1, praticamente o mesmo valor do segundo trimestre e 4% acima de um ano antes.</p><p>A Samarco projeta produzir entre 14,7 milhões e 15,4 milhões de toneladas em 2026. Com 12 milhões já entregues, precisa de 2,7 milhões a 3,4 milhões no último trimestre. É menos do que acabou de produzir entre julho e setembro.</p><p><strong>Os próximos passos da Samarco</strong></p><p>O salto maior está previsto para 2028. A Samarco mantém um programa de R$ 13,8 bilhões para voltar a operar com 100% da capacidade, o que inclui religar as usinas 1 e 2 de Ubu e o primeiro concentrador do complexo de Germano, em Minas.</p><p>Só o complexo de Anchieta deve receber cerca de R$ 3,5 bilhões. As obras no Espírito Santo devem abrir aproximadamente 4 mil vagas entre 2026 e 2027, sendo 400 da própria Samarco. Com tudo ligado, a meta é chegar perto de 26 milhões de toneladas por ano, praticamente o dobro do ritmo atual.</p>