Rochas superam aço e são principal exportação do ES para os Estados Unidos
Setor somou US$ 526,7 milhões em vendas ao mercado americano até setembro, com o quartzito concentrando 77% dos embarques.
Por Redação ·
<p>As rochas trabalhadas passaram as placas de aço e se tornaram o principal produto que o Espírito Santo vende aos Estados Unidos em 2026. De janeiro a setembro, os embarques de rochas beneficiadas para o mercado americano somaram US$ 526,7 milhões, contra US$ 514,2 milhões das placas. Em 2025, o aço liderava. Os dados são do do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).</p><p>As vendas do de rochas trabalhadas aos EUA recuaram 6% no período, chegando a US$ 560,4 milhões. O aço caiu mais: as placas recuaram 12%, de US$ 584,6 milhões, com volume 23,5% menor.</p><p>O mercado americano pesa muito para o setor. Os EUA ficaram com 74% dos US$ 709,2 milhões que o ES exportou em rochas trabalhadas no ano. E o estado responde por cerca de 80% das exportações brasileiras de rochas naturais.</p><p>Desde 22 de julho, produtos brasileiros pagam sobretaxa adicional de 25% para entrar nos EUA. A cobrança resulta de uma investigação comercial aberta com base na Seção 301 da lei de comércio americana.</p><p>A medida deixou de fora o quartzito brasileiro, principal produto do setor nos EUA, enquanto o mármore e granito ficaram sujeitos à sobretaxa.</p><p>O acumulado do ano mostra a divisão:</p><p>Outras pedras trabalhadas (categoria que inclui o quartzito): US$ 408 milhões, alta de 5,9%, com volume 11,8% maior (178,3 mil toneladas)</p><p>Granitos trabalhados: US$ 91,8 milhões, queda de 32%</p><p>Mármores e travertinos trabalhados: US$ 19,6 milhões, queda de 35%</p><p>Com isso, a categoria do quartzito, isento do tarifaço, já responde por 77% das vendas de rochas beneficiadas do ES aos EUA.</p><p>Setembro foi o segundo mês cheio com a sobretaxa em vigor. Os embarques de rochas trabalhadas aos EUA subiram 36% em volume, para 40,6 mil toneladas, e 24% em valor, para US$ 59,4 milhões. Até o granito, sujeito à cobrança, cresceu no mês: US$ 9,1 milhões, ante US$ 7 milhões em setembro de 2025.</p><p>O preço médio, porém, caiu 8%, de US$ 1.599 para US$ 1.465 por tonelada. Na categoria do quartzito, a queda foi da mesma ordem, de US$ 2.462 para US$ 2.262 por tonelada.</p><p>Em Cachoeiro de Itapemirim, principal polo do setor, a mudança aparece em outra frente. As exportações de rochas beneficiadas por empresas sediadas no município caíram 4% no ano, para US$ 211,5 milhões. No mesmo período, os blocos de granito subiram 35%, para US$ 21,7 milhões, e o quartzito bruto, 24%, para US$ 21,4 milhões.</p>