Capixaba Rhino aciona Apex na Justiça em caso de R$ 452,3 milhões em debêntures

Ação envolve nove emissões e mais de 300 investidores; securitizadora pede análise individual dos lastros e preservação dos ativos.

Por Redação ·

Capixaba Rhino aciona Apex na Justiça em caso de R$ 452,3 milhões em debêntures

<p>A Rhino Securitizadora acionou a Apex Partners na Justiça em uma disputa envolvendo nove emissões de debêntures que somam R$ 452,3 milhões. O montante equivale a cerca de 46% do passivo preliminar de R$ 985,6 milhões apresentado pela plataforma capixaba e representa a maior fatia individual dessa dívida.<br><br>A ação pede que cada emissão seja analisada separadamente e que sejam apresentados documentos capazes de comprovar os créditos que formam os respectivos lastros. A Rhino também busca preservar de maneira individualizada os ativos vinculados às operações.<br><br>Entre as medidas solicitadas está a manutenção dos valores relacionados aos lastros em subcontas específicas para cada emissão, com supervisão judicial e prestação de contas. Eventuais liberações ou rateios dependeriam de autorização da Justiça. Até aqui, são pedidos feitos pela securitizadora, e não medidas já concedidas.<br><br>As nove emissões realizadas desde 2024 alcançam mais de 300 investidores. Apesar dessa pulverização, aproximadamente R$ 339 milhões, cerca de 75% do volume total, estão concentrados em apenas 15 investidores, entre pessoas físicas e empresas.<br><br><strong>Debêntures representam 46% do passivo preliminar<br></strong><br>O tamanho das emissões coloca as debêntures no centro da reorganização financeira da Apex. Em agosto, o grupo informou à Justiça um passivo preliminar de R$ 985,6 milhões, com base em informações de 30 de junho.<br><br>Na documentação apresentada anteriormente pela própria Apex, o volume atribuído às debêntures aparecia como R$ 452,1 milhões. A informação mais recente relacionada à ação da Rhino aponta R$ 452,3 milhões.<br><br>As garantias das operações também passaram a ser questionadas. Documentos anteriores indicam ações da Apex Partners e da BRM Apex Investimentos entre as garantias previstas, mas o pedido cautelar da companhia informou que, naquele momento, não havia avaliação independente desses ativos nem comprovação da formalização registral do penhor.<br><br>Na semana passada, um grupo de debenturistas também havia cobrado documentos sobre os lastros das emissões. Os questionamentos buscam esclarecer a estrutura das garantias e não significam, por si só, comprovação de irregularidades.<br><br>A Rhino já havia informado em agosto que adotaria medidas judiciais e extrajudiciais relacionadas às operações estruturadas para a Apex. A nova ação abre agora uma frente específica sobre a identificação dos lastros, a segregação dos ativos e o tratamento das nove emissões dentro da crise financeira do grupo.<br><br>Até a conclusão desta matéria, não havia manifestação pública específica da Apex Partners sobre a ação apresentada pela Rhino.</p>