Receita do turismo cresce 13,3% no Espírito Santo no 2º trimestre

Volume avança 3,9% ante 2025 e coloca o Estado na segunda posição entre 17 unidades pesquisadas.

Por Redação ·

Receita do turismo cresce 13,3% no Espírito Santo no 2º trimestre

<p>A receita nominal das atividades turísticas no Espírito Santo cresceu 13,3% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima das altas de 11,1% do Sudeste e de 10,2% do Brasil. Em volume, que desconta o efeito dos preços sobre o faturamento, a atividade avançou 3,9%.</p><p>Os números fazem parte do Boletim Economia do Turismo, elaborado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) em parceria com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), a partir de dados do IBGE e do Ministério do Trabalho.</p><p>No acumulado dos quatro trimestres encerrados em junho, a receita cresceu 12,2% no Espírito Santo, contra 9,5% no Brasil e 9,1% no Sudeste. No primeiro semestre, a alta da receita foi de 10,8%. O IJSN atribui a diferença entre o avanço da receita e o crescimento mais moderado do volume, em parte, ao aumento dos preços dos serviços turísticos.</p><p>O desempenho em volume também colocou o Estado em posição de destaque. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento de 3,9% foi o segundo maior entre as 17 unidades da Federação pesquisadas, atrás apenas da Bahia, com 6,3%. Mato Grosso, com 2,8%, e Rio de Janeiro, com 2,4%, vieram em seguida. Apenas quatro Estados acompanhados pelo indicador registraram crescimento nessa base de comparação.</p><p>Em quatro trimestres, porém, o volume do turismo capixaba cresceu 2,9%, bem abaixo da expansão de 12,2% da receita. No primeiro semestre, o avanço real da atividade foi de 2,6%. Os dados reforçam que uma parcela relevante do crescimento financeiro observado no setor está associada aos preços, e não apenas a um aumento na quantidade de serviços prestados.</p><p>O mercado de trabalho apresenta um quadro mais estável. Cerca de 168,7 mil pessoas estavam ocupadas em atividades características do turismo no Espírito Santo no segundo trimestre, praticamente o mesmo contingente de um ano antes, quando eram aproximadamente 169,3 mil. O setor representava 8,1% dos ocupados no Estado.</p><p>Alimentação concentra a maior parcela dessa força de trabalho, com 90,7 mil ocupados, seguida por transportes, com 53,3 mil. Juntos, os dois segmentos respondem por mais de 85% dos trabalhadores das atividades turísticas capixabas.</p><p>A informalidade ainda é um dos principais desafios da cadeia. Cerca de 37,1% dos ocupados no turismo trabalhavam na informalidade no período, acima dos 33,4% registrados nos demais setores da economia estadual. Na alimentação, a taxa chega a 43,7%.</p><p>O rendimento médio real habitual dos trabalhadores do turismo foi de R$ 3.436,72, próximo dos R$ 3.510,61 registrados nos demais setores da economia. A massa de rendimentos das atividades turísticas chegou a aproximadamente R$ 572,2 milhões no trimestre.</p><p>Já o emprego formal apresentou retração no período. As atividades turísticas registraram 9.937 admissões e 10.038 desligamentos, resultando na perda líquida de 101 vagas no segundo trimestre. Nos demais setores da economia capixaba, o saldo foi positivo em 11.339 postos. Apesar do resultado trimestral negativo, o turismo ainda acumula criação de 1.590 empregos formais nos quatro trimestres encerrados em junho.</p><p>A combinação dos indicadores mostra um setor com receita nominal em expansão e crescimento do volume acima da média nacional no trimestre, mas sem avanço equivalente do número de ocupados. Para a economia capixaba, o próximo ponto a observar é se o aumento da atividade conseguirá se converter em maior geração de empregos formais e ganhos de produtividade.</p>