Prio leva Wahoo a 40 mil barris por dia e projeta R$ 4 bilhões em royalties
Campo no litoral sul do Espírito Santo atingiu a capacidade planejada com quatro poços produtores e já movimentou cerca de R$ 1 bilhão na cadeia local de fornecedores.
Por Redação ·
<p>O campo de Wahoo, operado pela Prio no litoral sul do Espírito Santo, atingiu o patamar máximo planejado de 40 mil barris de petróleo por dia. A marca foi alcançada após a entrada em operação dos quatro poços produtores previstos para a primeira etapa do projeto.</p><p>Além de ampliar a produção de petróleo em águas capixabas, Wahoo abre uma nova frente de arrecadação para o Estado e os municípios beneficiários. A Prio estima que o ativo possa gerar mais de R$ 4 bilhões em royalties ao longo de sua vida útil, valor que dependerá da cotação internacional do petróleo, do câmbio e do comportamento da produção.</p><p>O desempenho foi confirmado por Emiliano Fernandes, diretor jurídico e institucional da companhia, durante a MecShow 2026. Segundo o executivo, cada um dos quatro poços foi estabilizado em torno de 10 mil barris diários.</p><p>Como a extração ocorre em águas confrontantes com o Espírito Santo, as parcelas de royalties destinadas ao governo estadual e aos municípios capixabas permanecem no Estado, ainda que o petróleo seja processado no FPSO Frade, instalado na porção fluminense da Bacia de Campos.</p><p>A produção de Wahoo é escoada por uma conexão submarina de aproximadamente 35 quilômetros até o FPSO. O modelo, conhecido como tieback, permite utilizar uma estrutura já existente, reduzindo a necessidade de uma nova plataforma e encurtando o prazo para colocar o campo em operação.</p><p>Wahoo é o primeiro campo desenvolvido integralmente pela Prio. A companhia construiu a infraestrutura submarina, perfurou os poços e realizou a interligação com Frade. O primeiro óleo foi extraído em março de 2026, e o quarto poço produtor entrou em operação em junho.</p><p>A entrada do ativo também movimentou a cadeia capixaba de petróleo e gás antes mesmo do início da produção. Segundo a empresa, cerca de R$ 1 bilhão foi contratado junto a fornecedores do Espírito Santo durante o desenvolvimento do projeto.</p><p>Esse efeito amplia o alcance econômico do investimento para além da arrecadação pública. Empresas de engenharia, metalmecânica, construção submarina, manutenção, logística e serviços offshore participaram da implantação, fortalecendo uma cadeia produtiva que atende também outros projetos de óleo e gás no litoral brasileiro.</p><p>A próxima etapa será a perfuração e a conexão dos poços injetores. Esses equipamentos serão utilizados para sustentar a pressão do reservatório e ajudar a preservar a produção ao longo do tempo.</p><p>Com capacidade para produzir mais de 125 milhões de barris no pré-sal, Wahoo passa a integrar o Cluster Valente, formado com o campo de Frade. A estrutura compartilhada permite à Prio diluir custos operacionais e extrair petróleo de um novo reservatório sem construir outra unidade de processamento.</p><p>Para o Espírito Santo, a operação adiciona produção, royalties e demanda industrial a uma das cadeias de maior peso na economia estadual. O impacto efetivo sobre a arrecadação dependerá do desempenho do campo e das condições do mercado internacional, mas a entrada de Wahoo amplia a base econômica offshore capixaba.</p>