Prainha, em Vila Velha, vai receber quase R$ 1 bilhão até 2032

Com localização estratégica ao lado do Convento da Penha e da Terceira Ponte, bairro histórico de Vila Velha atrai nova onda de investimentos imobiliários e deve acumular quase R$ 1 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) até 2032, reforçando a valorização da cidade que lidera os indicadores imobiliários do país.

Por Luiz Stanger ·

Prainha, em Vila Velha, vai receber quase R$ 1 bilhão até 2032

<p>Na coluna de hoje, a Prainha. Vila Velha se tornou o endereço mais aquecido do mercado capixaba nos últimos anos. Praia da Costa e Itaparica concentram lançamento atrás de lançamento, valorização consistente e um volume de unidades em construção que só cresce. Dentro desse movimento, um bairro que quase ninguém colocava na conta começou a chamar atenção, e por um motivo concreto: a Prainha deve receber cerca de R$ 1 bilhão em VGV até 2032.</p><p>Os números confirmam o tamanho desse movimento. Em 2026, Vila Velha lidera a valorização imobiliária do país, com alta de 2,07% só em abril, 5,61% no acumulado do ano e 13,37% em doze meses, a maior entre as cidades não capitais do Brasil, segundo o FipeZAP. O metro quadrado médio já passa de R$ 10,9 mil, entre os dez mais caros do país, e não é um pico isolado: 2025 havia fechado com alta de 11,85%. Do lado da oferta, o Censo Imobiliário do Sinduscon-ES aponta 127 empreendimentos em obras na cidade, mais da metade de todos os projetos da Grande Vitória, e quase 10 mil unidades em construção, das quais 76% já comercializadas.</p><p>A Prainha é o bairro mais antigo de Vila Velha e, durante muito tempo, foi tratada só como destino de fim de tarde. Ar bucólico, muito verde ao redor, ladeada pelo 38º Batalhão de Infantaria, pela Terceira Ponte e pelo Convento da Penha. É palco de festas religiosas e shows diversos, recebe visitação constante e começa a atrair empresários para investir em bons restaurantes. O aquaviário já é usado como transporte por muita gente e ainda tem bastante potencial para destravar. Acesso rápido à Terceira Ponte, escolas, serviços e comércio por perto. No fim das contas, uma localização estratégica e valiosa que estava ali, do outro lado da baía de Vitória.</p><h2>Sólida Empreendimentos: quem está construindo o bilhão da Prainha</h2><p>A maior parte dessa conta passa por uma única construtora, a Sólida Empreendimentos. A empresa existe desde 2010, mas o ponto de virada veio quando o trio de irmãos assumiu integralmente a direção: Vitor Morales na direção geral, Ana Carolina Morales na execução de obras e projetos, e Luciana Morales no comercial e no relacionamento com clientes.</p><p>A guinada para essa localização, em 2019, veio da leitura de um mercado que praticamente não existia em Vila Velha: condomínio de casas de alto padrão dentro de Vila Velha, produto que o capixaba só achava em Vitória ou na saída da cidade, pela Rodosol. A busca por uma área que comportasse esse conceito começou ali, e em 2021 a pandemia acelerou tudo, jogando a atenção dos clientes para condomínios fechados, com segurança, lazer e privacidade. Conversando comigo durante a gravação do meu podcast, Vitor foi direto: a Sólida não entrou em um mercado, ela criou um que não existia.</p><p>São três frentes que sustentam o número. O Botanical Exclusive Home foi o primeiro, com 33 casas e R$ 200 milhões de VGV. Está na reta final para entrega e tem apenas 5 casas disponíveis. O Sensi al Mare já iniciou as obras, são 51 casas, quase R$ 360 milhões de VGV, 40% já vendido e entrega prevista para o segundo semestre de 2029. E há um terceiro condomínio, que Vitor abriu comigo em primeira mão: voltado ao público wellness, com previsão de entrega para meados de 2032 e cerca de R$ 400 milhões de VGV. A área já foi comprada. Somados, os três passam de R$ 960 milhões. Junte a isso a valorização das casas que já existem no bairro e a disputa pelos terrenos que sobraram, e o bilhão se fecha sem dificuldade.</p><h2>Um imóvel que não tem comparação</h2><p>Tem um ponto da operação da Sólida que interessa a quem pensa em patrimônio, e não em propaganda. “A Sólida só quer empreendimentos que não sejam comparáveis”, me disse Vitor. Na prática, isso significa customização levada ao extremo. Cada casa é desenhada quase a quatro mãos com o cliente, por um setor de modificações próprio. “É a casa em que o cliente vai viver a vida toda, ele faz do jeito dele. Temos unidades de mais de 500 metros quadrados com apenas 2 quartos”, além de mudanças de estilo, acabamento e itens conforme o gosto de cada comprador.</p><h2>A valorização da Prainha e de Vila Velha</h2><p>A Prainha não está virando outra Praia da Costa, e é justamente esse o valor dela. O que está em curso é a consolidação de um endereço raro, de baixa densidade, vista definitiva e localização que não se repete.</p>