Aporte de R$ 1 bilhão quer transformar Porto Central em corredor nacional de grãos

Terminal bilionário em Presidente Kennedy quer transformar Porto Central em corredor nacional de grãos

Por Redação ·

Aporte de R$ 1 bilhão quer transformar Porto Central em corredor nacional de grãos

O Espírito Santo deu mais um passo para ampliar sua participação na logística nacional do agronegócio. Um grupo de empresas capixabas está desenvolvendo o Tegran Kennedy, terminal de grãos que será instalado no Porto Central, em Presidente Kennedy, com investimento inicial estimado em mais de R$ 1 bilhão.

O projeto nasce com uma ambição clara: transformar o Sul capixaba em uma nova rota estratégica para escoamento da produção agrícola do Brasil Central ao mercado internacional. A operação será voltada principalmente para soja e milho produzidos em estados como Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.

O terminal será integrado à estrutura do Porto Central, megaprojeto portuário em desenvolvimento em Presidente Kennedy e que vem sendo desenhado para operar cargas de grande escala. A proposta do Tegran Kennedy é aproveitar a localização geográfica do Espírito Santo e a proximidade com os principais mercados consumidores e exportadores para competir com corredores logísticos já consolidados no país.

O movimento reforça uma transformação econômica silenciosa em curso no Espírito Santo: o avanço do Estado como plataforma logística nacional. Hoje, o território capixaba concentra uma das infraestruturas portuárias mais diversificadas do Brasil, além de projetos bilionários em ferrovias, rodovias e novos terminais privados. O próprio Porto Central é visto pelo mercado como uma das principais apostas logísticas do país para a próxima década.

Além da movimentação de cargas, o novo terminal pode gerar efeitos indiretos importantes para a economia capixaba, como atração de operadores logísticos, armazenagem, serviços portuários, transporte e novos investimentos industriais ligados ao agro. O avanço também fortalece a estratégia do Espírito Santo de ganhar relevância nacional no comércio exterior e reduzir a dependência econômica de commodities minerais e petróleo.

A expectativa é de que o terminal seja desenvolvido em fases. O foco inicial será estruturar a operação de exportação de grãos, mas o projeto também poderá abrir espaço para novas cadeias ligadas ao agronegócio e à logística integrada nos próximos anos.

O Porto Central, por sua vez, já iniciou obras da primeira fase em Presidente Kennedy e é tratado como um dos maiores projetos privados em implantação no Espírito Santo. A combinação entre porto de águas profundas, capacidade para grandes navios e novos terminais especializados tem elevado o interesse de grupos nacionais e internacionais na região Sul do Estado.