Novo Mercado de Pescados da Prainha vai receber investimento de R$ 25 milhões

Projeto em Vila Velha prevê beneficiamento do pescado no próprio município e novos espaços de gastronomia e comércio.

Por João Flávio Figueiredo ·

Novo Mercado de Pescados da Prainha vai receber investimento de R$ 25 milhões

<p>A Prefeitura de Vila Velha vai abrir nos próximos dias a licitação para construir o novo Mercado de Pescado da Prainha, obra orçada em R$ 25 milhões. O anúncio foi feito pelo prefeito Arnaldinho Borgo, e o projeto ocupa cerca de 3,9 mil metros quadrados na Prainha. Nas redes sociais, ele disse que será um equipamento muito qualificado.</p><p>O mercado será erguido no mesmo endereço do atual, no Sítio Histórico da Prainha. A execução está estimada em 540 dias depois da contratação da empresa vencedora.</p><p>O mercado será dividido em três blocos:</p><ol><li><p>Gastronomia: seis pontos fixos de alimentação e um restaurante voltado para a Baía de Vitória, além de áreas de convivência. simnoticias</p></li><li><p>Pesca: espaços para preparo e processamento do pescado e as sedes das associações de pescadores. simnoticias</p></li><li><p>Comércio e apoio: lojas, áreas de apoio e um espaço para a segurança do entorno. simnoticias</p></li></ol><p>A estrutura atual será demolida. “Vamos jogar toda aquela infraestrutura que está abandonada, obsoleta, no chão”, disse o prefeito. Segundo Menara Cavalcante, a secretária de Obras e Projetos Estruturantes, o projeto prioriza materiais duráveis, acessibilidade e respeito ao patrimônio da Prainha, marco do início da colonização capixaba.</p><p>O novo mercado tem dois principais ganhos para a cidade. O primeiro é agregar valor à pesca local. Segundo o prefeito, o pescado desembarcado hoje segue de caminhão para ser beneficiado em Itaipava; a ideia é processá-lo em Vila Velha e, depois, exportar. A região tem cerca de 200 barcos pesqueiros fixos, segundo a prefeitura.</p><p>O segundo é o turismo. Desde julho, uma consultoria do Sebrae-ES reúne empresários de hospedagem, alimentação, cultura e turismo religioso da Prainha para aumentar o tempo de permanência dos visitantes. “O principal vai além da obra, é valorizar nossos pescadores, fortalecer a economia local”, afirmou Borgo na publicação.</p><p>O modelo de gestão segue em aberto. Em Fortaleza, o Mercado dos Peixes da Beira Mar foi concedido à iniciativa privada por 20 anos, em 2019, solução semelhante ao chamamento que Vila Velha avaliou no ano passado. Na Grande Vitória, os polos de venda de pescado incluem Vila Rubim e Praia do Suá, em Vitória, além da Prainha e de Gaivotas, em Vila Velha.</p>