Startup capixaba Nargos quer transformar os consultórios ociosos em negócio para profissionais da saúde
Startup capixaba conecta profissionais da saúde a consultórios com horários disponíveis.
Por Redação ·
<p>Consultórios vazios durante parte do dia estão virando um novo negócio no Espírito Santo. A Nargos, startup capixaba, criou uma plataforma que conecta profissionais da saúde a clínicas e proprietários de salas com horários disponíveis, permitindo o uso dos espaços sem a necessidade de manter um consultório próprio.<br><br>O modelo funciona como um marketplace especializado em saúde. Médicos, dentistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de outras áreas podem buscar ambientes de acordo com localização, estrutura, disponibilidade, equipamentos e preço.<br><br>Para quem está começando a atender ou ampliando a atuação, a lógica reduz uma das principais barreiras do consultório próprio: a combinação de aluguel, mobiliário, equipamentos, manutenção e outros custos fixos. Em vez dessa estrutura permanente, o profissional passa a contratar o espaço conforme a necessidade.<br><br>Na outra ponta, clínicas e proprietários podem disponibilizar períodos em que suas salas ficariam desocupadas. A proposta transforma uma estrutura já instalada em uma fonte adicional de receita e aumenta o aproveitamento do imóvel.<br><br>A operação começou pela Grande Vitória e por Colatina, com espaços voltados a diferentes especialidades. Segundo informações divulgadas pela empresa, a estratégia é ampliar primeiro a presença no Espírito Santo antes de avançar para outros estados.<br><br>As reservas e os pagamentos são feitos pela plataforma. O proprietário define períodos disponíveis e preços, enquanto o profissional consulta previamente informações sobre a estrutura, equipamentos e regras de utilização.<br><br>O cadastro e o anúncio das salas não têm mensalidade. O modelo de receita da Nargos prevê uma taxa de 10% cobrada do proprietário quando uma reserva é concluída.<br><br>A startup também incorporou ferramentas de agenda, avaliação e precificação ao sistema. O desafio agora é ganhar escala suficiente dos dois lados do marketplace: quanto maior a quantidade de espaços cadastrados, maior a oferta para os profissionais; quanto maior a base de usuários, maior o potencial de ocupação para os proprietários.<br><br>Para o mercado capixaba de saúde, a Nargos leva a lógica da economia compartilhada para um ativo tradicionalmente pouco flexível. Em vez de construir nova infraestrutura, o negócio tenta elevar a utilização de consultórios que já existem e reduzir o capital necessário para profissionais começarem a atender.</p>