Mivita inaugura sede na Praia do Canto, negocia entrada em Vila Velha e projeta R$ 2 bilhões até 2028

Mivita prepara três lançamentos para 2027, negocia dois terrenos em Vila Velha e prevê empreendimento acima de R$ 1 bilhão no antigo Hotel Canto do Sol.

Por Luiz Stanger ·

Mivita inaugura sede na Praia do Canto, negocia entrada em Vila Velha e projeta R$ 2 bilhões até 2028

<p>A Mivita Construtora acaba de inaugurar a nova sede na Rua Aleixo Neto, na Praia do Canto, em Vitória, tem três lançamentos programados para 2027 e negocia dois terrenos em Vila Velha. </p><p>Somando o que está em obra, o que vem no ano que vem e o projeto no terreno do Hotel Canto do Sol, em Jardim Camburi, a conta da empresa passa de R$ 2 bilhões em valor geral de vendas até 2028. Estive esta semana com André Pretti, CEO da Mivita, e conheci a estrutura inteira do novo endereço.</p><p>A empresa nasceu em 2015 em Aracruz, como RTA Engenharia, e chegou a Vitória em 2018 já como Mivita. Os dois primeiros empreendimentos foram em Jardim da Penha: o Inside, lançado em 2019, e o Next, em 2021. Em 2022 veio o Stage, a estreia na Praia do Canto. </p><p>Em 2023 a construtora entrou em Jardim Camburi com o Lago by Mivita, de três e quatro quartos, no terreno onde funcionou o cerimonial Lago di Garda, e emendou o Serena, em 2024, e o Quartzo, em 2025, os dois de três quartos. Em 2026 lançou o Dom by Mivita, em frente à Ufes.</p><h2><strong>Nova sede e governança</strong></h2><p>O novo endereço tem 1,3 mil metros quadrados, sendo 800 m² de escritórios em três andares, salas de reunião, rooftop e capacidade para 100 estações de trabalho, cada uma com duas telas. </p><p>O imóvel era ocupado pela MedSênior, que também desocupou outro grande imóvel na Praia do Canto, na esquina da Rua Eugênio Netto com a Avenida Desembargador Santos Neves. "As mudanças na nossa estrutura física acompanham o momento da Mivita e refletem também nosso posicionamento como marca", diz André Pretti.</p><p>O espaço novo permite alocar melhor as equipes, separando os departamentos para ganhar produtividade, e acompanha um investimento de tempo e recursos em governança e em mão de obra qualificada em todas as áreas, ponto que André reforça sempre que fala da empresa. </p><p>A governança tem motivo: além dos compradores finais, que levam as unidades para morar, alugar ou operar em short stay, a Mivita conta com uma base de cerca de 200 investidores que aportam recursos na compra dos terrenos e participam da construção dos empreendimentos. Gerar resultado para esse grupo e entregar o produto final aos diferentes perfis de comprador exige processos seguidos à risca. </p><p>E entregar, no caso da Mivita, tem um significado preciso: a construtora ficou conhecida por colocar de pé o que vendeu no book, o famoso 3D. Em todos os empreendimentos, as áreas comuns reais correspondem fielmente às imagens usadas na venda e na apresentação.</p><h2><strong>Obras e entrega a todo vapor</strong></h2><p>Em Jardim Camburi, o Lago by Mivita está entregue e o Serena, de três quartos com até três suítes, segue em construção; juntos, os dois somam R$ 300 milhões de VGV. O Quartzo, lançado em setembro de 2025, tem duas torres com 78 apartamentos de três quartos, de 95 a 211 m², e 12 lojas no térreo, com entrega prevista para 2029. </p><p>Na Avenida Fernando Ferrari, em frente à Ufes, o Dom by Mivita começa as obras: são duas torres e 228 unidades entre studios, um e dois quartos, com VGV de R$ 200 milhões. O Dom vendeu 75% em dez dias de pré-lançamento, em maio.</p><h2><strong>Três lançamentos em 2027</strong></h2><p>Para 2027 estão programados três lançamentos. Em Jardim Camburi, um produto de três quartos. Em Jardim da Penha, studios e apartamentos de um e dois quartos em uma esquina bem localizada. E na Avenida Rio Branco, na Praia do Canto, no ponto onde funcionou a padaria Tutti Panne, um produto ainda em estudo que deve vir com unidades compactas. </p><p>Para dar conta desse ciclo, a empresa prepara a Galeria Mivita, na Avenida Américo Buaiz, perto da Praça da Ciência: um endereço permanente da marca para receber clientes, investidores e parceiros e apresentar os projetos, no lugar dos estandes de venda temporários.</p><p>A leitura de mercado que dá base para o desenvolvimento do produto na Praia do Canto é a mesma que outras construtoras têm feito do bairro: o mercado hoteleiro capixaba tem poucas opções, quase sempre cheias e em ativos antigos, o que puxa a demanda por short stay. O apartamento compacto serve também como ponto de apoio para compradores e investidores do interior e de fora do país que precisam de um endereço em Vitória para estadias curtas e frequentes.</p><h2><strong>R$ 2 bilhões até 2028</strong></h2><p>O projeto de maior peso é o do terreno do Hotel Canto do Sol, em Jardim Camburi, com lançamento previsto para 2028 e valor geral de vendas que deve passar de R$ 1 bilhão. Junto dele, a Mivita tem duas negociações de terreno em andamento em Vila Velha, o que marcaria a entrada da construtora no município. Somando Serena, Quartzo, Dom, os três lançamentos de 2027 e o Canto do Sol, a carteira passa de R$ 2 bilhões em VGV até 2028.</p><p><em>Informação constrói. Um olhar estratégico sobre imóveis, patrimônio e os bastidores do mundo imobiliário.</em></p>