Marca Ambiental espera uma última autorização para produzir biometano
Planta está concluída, terá capacidade para produzir 25 mil m³ de biometano por dia.
Por Redação ·
<p>A primeira usina de biometano do Espírito Santo, da Marca Ambiental já está preparada para entrar em operação. A fábrica de R$ 70 milhões vai transformar o gás da decomposição do lixo em gás canalizado sustentável, mas ainda não ligou as máquinas. Falta uma última autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP).</p><p>Segundo Diogo Ribeiro, diretor de Energias Renováveis do Grupo Marca, a Usina de Valorização de Biogás (UVB) já está concluída há algum tempo e depende só desse último aval para começar a operar. Pela regra da ANP, só pode produzir biometano a empresa que tiver autorização da agência para essa atividade. “Começamos a operar no dia seguinte à liberação da ANP”, disse Diogo.</p><p>A UVB foi projetada para processar cerca de 60 mil m³, que é purificado e rende 25 mil m³ de biometano diários, segundo a Marca Ambiental.</p><p>O biogás nasce da decomposição do lixo enterrado no aterro da Marca e segue por tubulações até as usinas. Cerca de 40% do biogás captado vai para a usina de beneficiamento. Os outros 60% continuam abastecendo a Usina Termelétrica (UTE Cariacica) da própria Marca.</p><p>Esse gás seguirá para canos da ES Gás e chegará às indústrias e residências misturado com o gás de origem fóssil. A distribuidora de gás canalizado do estado assinou com a Marca seu primeiro contrato para injetar biometano na rede, e a usina terá capacidade para entregar até 25 mil m³ por dia ao sistema. A implantação foi feita em parceria com a francesa Air Liquide.</p><p>Parte vai para a frota a gás da própria Marca, que recebe nesta quinta-feira (29) dez caminhões Scania movidos a biometano.</p><p>A Marca não está sozinha na espera pela liberação. Em julho, o país tinha 21 usinas de biometano autorizadas, com capacidade para cerca de 1,37 milhão de m³ por dia, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Outras 48 unidades aguardavam autorização na ANP, com capacidade prevista de cerca de 2 milhões de m³ diários.</p>