Conheça a maior empresa de cada cidade do Espírito Santo
Comexport, ArcelorMittal e Samarco lideram; no interior, cooperativas e café ganham espaço.
Por Redação ·
<p>A Comexport lidera em Vitória, a ArcelorMittal na Serra e a Samarco em Anchieta. Fora dos grandes polos industriais e da capital, porém, quem ocupa o topo do ranking das maiores empresas do Espírito Santo são cooperativas e empresas de café. Cooperativas são a maior empresa em seis das 22 cidades da lista, e o café de outras quatro.</p><p>O mapa está na 30ª edição do Anuário IEL 200 Maiores e Melhores Empresas do Espírito Santo, lançada nesta semana pelo IEL-ES, do Sistema Findes. As 200 maiores somaram R$ 222 bilhões em receita operacional líquida em 2025. A concentração é forte: a Grande Vitória reúne 143 empresas e 84% da receita. Em dez municípios, uma única empresa coloca a cidade no ranking.</p><p>Veja a lista de maior empresa por município a seguir. Entre parênteses, o número de empresas no IEL 200 e o faturamento somado.</p><p><strong>Vitória: Comexport</strong></p><p>Vitória (71 empresas, R$ 148,7 bilhões). A Comexport é a maior empresa da capital e do estado. A trading de comércio exterior faturou R$ 36,5 bilhões em 2025, alta de 5,5%, e lucrou R$ 2,69 bilhões, com 117 funcionários no Espírito Santo. Sozinha, responde por um quarto da receita das empresas de Vitória no ranking, à frente da Petrobras, da Vale e do Banestes.</p><p><strong>Serra: ArcelorMittal Brasil</strong></p><p>Serra (30 empresas, R$ 19,2 bilhões). A maior da Serra é a siderúrgica ArcelorMittal Brasil, dona da usina de Tubarão, que teve receita líquida de R$ 11,5 bilhões e é a 6ª maior do estado. Responde por cerca de 60% da receita das empresas da Serra no ranking e é a maior empregadora do Espírito Santo, com 5.785 funcionários.</p><p><strong>Anchieta: Samarco</strong></p><p>Anchieta (1 empresa, R$ 10,6 bilhões). A mineradora Samarco é a única representante da cidade e a 7ª maior do estado. A receita subiu 35,5%, para R$ 10,6 bilhões, o maior crescimento entre as gigantes do ranking. Segundo o anuário, a alta veio da retomada operacional: a produção cresceu 55% e as vendas, 68%.</p><p><strong>Cariacica: Columbia Trading</strong></p><p>Cariacica (19 empresas, R$ 8 bilhões). A Columbia Trading lidera a cidade e é a 12ª do estado, com receita de R$ 3,32 bilhões, alta de 11,2%. Foi exceção entre as tradings, que encolheram em 2025, segundo o anuário. O lucro, porém, caiu 71,7%, para R$ 29,9 milhões.</p><p><strong>Linhares: Sicoob Conexão</strong></p><p>Linhares (16 empresas, R$ 5,7 bilhões). A capital do agro do Norte do estado tem como maior empresa o Sicoob Conexão, cooperativa de crédito com sede na cidade, subiu da 22ª para a 16ª posição. A receita cresceu 46,7%, para R$ 2,62 bilhões, e o resultado de R$ 520 milhões é o quarto maior do Espírito Santo.</p><p><strong>Vila Velha: Unicafé</strong></p><p>Vila Velha (16 empresas, R$ 5,3 bilhões). A maior empresa canela-verde é a Unicafé, exportadora de café, que subiu da 20ª para a 15ª posição, com receita de R$ 2,73 bilhões e alta de 39%. O lucro recuou 70%, para R$ 39,5 milhões. Na cidade também está a Aebes, mantenedora do Hospital Evangélico, segunda maior empregadora do estado, com 5.725 funcionários.</p><p><strong>Viana: Tristão</strong></p><p>Viana (6 empresas, R$ 5,3 bilhões). A Tristão Companhia de Comércio Exterior entrou para o top 10 do estado, saindo da 14ª para a 10ª posição. A receita da exportadora de café saltou 57,8%, para R$ 3,91 bilhões, e o lucro subiu 44,3%, para R$ 126,5 milhões, com 55 funcionários.</p><p><strong>Cachoeiro de Itapemirim: Sicoob Sul</strong></p><p>Cachoeiro de Itapemirim (10 empresas, R$ 3,6 bilhões). O Sicoob Sul lidera a capital do Sul capixaba. A cooperativa de crédito subiu da 37ª para a 30ª posição, com receita de R$ 1,08 bilhão (alta de 38,4%), resultado de R$ 175,5 milhões e 214 funcionários. A cidade também tem o Sicoob Credirochas, ligado ao setor de rochas, e a Unimed Sul Capixaba.</p><p><strong>Santa Maria de Jetibá: Nater Coop</strong></p><p>Santa Maria de Jetibá (3 empresas, R$ 3,2 bilhões). A Nater Coop é a maior empresa de agricultura e pecuária do ranking e a 19ª do estado. A receita da cooperativa recuou 10,9%, para R$ 2,18 bilhões, com lucro de R$ 29,4 milhões. O Sicoob Coopermais completa a dupla de cooperativas da cidade.</p><p><strong>São Gabriel da Palha: Cooabriel</strong></p><p>São Gabriel da Palha (1 empresa, R$ 2,9 bilhões). A Cooabriel, que reúne 11 mil famílias de pequenos e médios produtores de conilon, é a 14ª maior empresa do estado e a maior cooperativa do ranking. A receita subiu 16,4%, para R$ 2,86 bilhões, e a cooperativa emprega 557 pessoas.</p><p><strong>Colatina: Nicafé</strong></p><p>Colatina (8 empresas, R$ 2,4 bilhões). A Nicafé, do comércio atacadista de café, ocupa a 33ª posição do estado, com receita de R$ 975,3 milhões (alta de 4,4%) e lucro de R$ 19,3 milhões. Fica à frente da Empresa Luz e Força Santa Maria, distribuidora de energia da região.</p><p><strong>Pinheiros: Móveis Simonetti</strong></p><p>Pinheiros (4 empresas, R$ 1,7 bilhão). Maior de Pinheiros, a Móveis Simonetti subiu da 34ª para a 32ª posição. A receita da rede varejista cresceu 16,2%, para R$ 994 milhões, e a empresa emprega 1.080 pessoas. A Placas do Brasil, também da cidade, é a maior fabricante de móveis do ranking.</p><p><strong>Venda Nova do Imigrante: Sicoob Sul-Serrano</strong></p><p>Venda Nova do Imigrante (1 empresa, R$ 1,5 bilhão). O Sicoob Sul-Serrano saltou da 30ª para a 23ª posição. A receita da cooperativa de crédito avançou 42,1%, para R$ 1,5 bilhão, com resultado de R$ 184,2 milhões e 515 funcionários.</p><p><strong>São Mateus: Volare</strong></p><p>São Mateus (2 empresas, R$ 1,4 bilhão). A Volare, fábrica de micro-ônibus da Marcopolo, faturou R$ 1,32 bilhão e lucrou R$ 319,5 milhões, mais que a EDP Espírito Santo. Com 2.131 funcionários, é a 6ª maior empregadora do estado e responde por 94% da receita da cidade no ranking.</p><p><strong>Aracruz: Portocel</strong></p><p>Aracruz (5 empresas, R$ 642 milhões). O Portocel, terminal portuário especializado em celulose, subiu da 84ª para a 76ª posição. A receita cresceu 15,9%, para R$ 287,5 milhões, com lucro de R$ 60,2 milhões. A Suzano, gigante da celulose que é sócia do Portocel, opera no município mas não consta no ranking.</p><p><strong>Conceição da Barra: Usina Alcon</strong></p><p>Conceição da Barra (1 empresa, R$ 598 milhões). A Usina Alcon, do setor de açúcar, álcool e energia, saltou da 57ª para a 44ª posição. A receita subiu 27,1%, para R$ 598,3 milhões, e o lucro chegou a R$ 126 milhões, margem de 21%.</p><p><strong>Alfredo Chaves: Sicoob Sul-Litorâneo</strong></p><p>Alfredo Chaves (1 empresa, R$ 469 milhões). O Sicoob Sul-Litorâneo subiu da 67ª para a 55ª posição. A receita da cooperativa de crédito cresceu 40,6%, para R$ 468,9 milhões, com resultado de R$ 33 milhões e 129 funcionários.</p><p><strong>Atílio Vivacqua: Cofril</strong></p><p>Atílio Vivacqua (1 empresa, R$ 443 milhões). A ABAV, razão social da marca Cofril, subiu da 65ª para a 58ª posição. A receita cresceu 16,9%, para R$ 442,9 milhões, e o lucro subiu 70,3%, para R$ 13,1 milhões. Com 1.071 funcionários, é a 10ª maior empregadora do Espírito Santo.</p><p><strong>Baixo Guandu: Energest</strong></p><p>Baixo Guandu (1 empresa, R$ 162 milhões). A Energest, dona da hidrelétrica de Mascarenhas, caiu da 95ª para a 108ª posição mas continua como maior de Baixo Guandu. A receita recuou 9,6%, para R$ 162,2 milhões, com lucro de R$ 21,4 milhões.</p><p><strong>Itarana: Eletromarquez</strong></p><p>Itarana (1 empresa, R$ 126 milhões). A Eletromarquez, do setor de construção, faturou R$ 126,2 milhões, alta de 23,2%, e ocupa a 118ª posição. O porte da receita esconde o peso no emprego: com 1.151 funcionários, é a 8ª maior empregadora do estado.</p><p><strong>Castelo: Gava Café</strong></p><p>Castelo (1 empresa, R$ 107 milhões). A Gava Café caiu da 94ª para a 121ª posição. A receita recuou 41,2%, para R$ 106,6 milhões.</p><p><strong>Guarapari: Codeg</strong></p><p>Guarapari (1 empresa, R$ 76 milhões). A Codeg, Companhia de Desenvolvimento de Guarapari, empresa do município, ocupa a 137ª posição. A receita ficou estável, em R$ 76,2 milhões, com prejuízo de R$ 8 milhões.</p>