Restaurante capixaba entra em lista dos melhores restaurantes da Forbes e projeta Vila Velha no mapa da gastronomia brasileira
Kairū, aberto há pouco mais de um ano na Prainha, comandado pelo chef Igor Trarbach aposta em ingredientes brasileiros, pequenos produtores e na ocupação de um casarão histórico de 1928.
Por Redação ·
<p>O Kairū, restaurante instalado no Sítio Histórico da Prainha, em Vila Velha, foi incluído em uma seleção da Forbes Life Gastronomia que reúne 25 casas de diferentes regiões do Brasil. Comandado pelo chef Igor Trarbach, o empreendimento representa o Sudeste em um roteiro dedicado à gastronomia brasileira contemporânea.</p><p>O reconhecimento ocorre cerca de 15 meses após a inauguração do restaurante, aberto ao público em maio de 2025. A presença na curadoria nacional amplia a exposição de Vila Velha em um mercado que conecta gastronomia, hospitalidade, cultura e turismo.</p><p>“Somos um restaurante muito jovem, então ver o nosso trabalho sendo reconhecido nacionalmente tão cedo é muito significativo”, afirmou Trarbach. Segundo o chef, a escolha também evidencia a possibilidade de desenvolver uma cozinha autoral fora dos grandes centros gastronômicos do país.</p><p>O Kairū funciona em um casarão construído em 1928, na Rua Antônio Ataíde, na Prainha. O imóvel foi restaurado com a preservação de paredes de pedra, tijolos e outros elementos originais. A casa reúne 85 lugares distribuídos em quatro ambientes, dois deles com vista para o Convento da Penha.</p><p>O negócio tem como sócios o chef Igor Trarbach e o empresário Joaquim Nolasco. Antes de abrir o restaurante, Trarbach trabalhou durante um ano no Noma, em Copenhague, e atuou como consultor na implantação de 16 estabelecimentos no Espírito Santo, em Minas Gerais e em São Paulo.</p><p>A proposta da casa está concentrada em uma cozinha brasileira contemporânea, construída a partir da sazonalidade, de ingredientes nacionais e do relacionamento com pequenos produtores. O cardápio combina referências de diferentes regiões do país com técnicas de fermentação, maturação e cocção na brasa.</p><p>Um dos pratos apontados pelo chef como símbolo dessa identidade é o Pato & Tucupi. A receita reúne gyozas recheados com pato confitado, molho preparado com tucupi, maracujá, priprioca e pimenta-de-cheiro, além de uma combinação com dendê, camarão defumado, castanha-do-pará e abacaxi.</p><p>O projeto também conecta gastronomia e economia criativa. O restaurante mantém uma exposição itinerante de artistas brasileiros em parceria com a Galeria OÁ, enquanto a carta de vinhos prioriza rótulos nacionais e de pequenos produtores.</p><p>Do ponto de vista econômico, ainda não é possível dimensionar o impacto direto do empreendimento, já que valores de investimento, faturamento e geração de empregos não foram divulgados. O efeito imediato do reconhecimento está na visibilidade nacional concedida à gastronomia capixaba e à Prainha, região histórica que vem atraindo novos negócios ligados à alimentação, cultura e lazer.</p><p>A inclusão do Kairū na lista também amplia o espaço do Espírito Santo em um segmento no qual a reputação dos destinos é construída não apenas por praias e atrativos naturais, mas pela capacidade de oferecer experiências gastronômicas com identidade própria.</p>