Maior ciclovia do país: Espírito Santo vai integrar 100 km de ciclovias com investimento de R$ 1 bilhão

Corredor entre Serra e Guarapari conectará cinco municípios e terá um novo trecho de 23,4 km na Rodovia do Sol, com conclusão prevista até 2028.

Por Redação ·

Maior ciclovia do país: Espírito Santo vai integrar 100 km de ciclovias com investimento de R$ 1 bilhão

<p>O Espírito Santo planeja formar um corredor com mais de 100 quilômetros de ciclovias conectadas entre Serra, Vitória, Vila Velha, Cariacica e Guarapari. A rede será composta por estruturas já entregues, trechos em construção e novas ligações incluídas em grandes obras de mobilidade da Região Metropolitana.</p><p>Segundo o secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, os investimentos nos sistemas viários que incorporam essas ciclovias podem alcançar R$ 1 bilhão. O valor não corresponde ao custo exclusivo do corredor cicloviário. A estimativa considera intervenções mais amplas, como a ampliação da Terceira Ponte, o Complexo Viário de Carapina, a Avenida Leitão da Silva e obras de mobilidade em Vila Velha.</p><p>O principal trecho novo será implantado na Rodovia do Sol. O edital publicado pela Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura prevê 23 quilômetros entre o km 17, na região de Terra Vermelha, em Vila Velha, e o km 40, em Setiba, Guarapari.</p><p>A licitação estabeleceu investimento máximo de R$ 72,8 milhões. Além da pista para bicicletas, o projeto inclui quatro travessias aéreas para pedestres e ciclistas, pontos de apoio e a reurbanização da antiga praça de pedágio de Guarapari. O prazo previsto para a elaboração dos projetos e a execução das obras é de até 24 meses.</p><p>Damasceno afirmou que a proposta vencedora ficou em aproximadamente R$ 65 milhões e que o governo se preparava para assinar o contrato. O secretário indicou a expectativa de concluir todo o percurso no fim de 2027, embora o cronograma contratual possa avançar até 2028.</p><p>A estrutura planejada aproveitará ciclovias associadas ao Complexo Viário de Carapina, à Rodovia das Paneleiras, à Terceira Ponte e ao Expresso GV. As conexões municipais deverão completar o traçado e permitir a formação de uma rede contínua.</p><p>Esse ponto ainda representa o principal risco do cronograma. Parte das ligações depende diretamente das prefeituras, e alguns projetos municipais não possuem prazos detalhados. Sem essas intervenções, o corredor poderá manter interrupções mesmo após a conclusão das obras estaduais.</p><p>O governo classifica o projeto como a primeira ciclovia metropolitana contínua do Brasil a integrar cinco municípios. A afirmação, feita pelo secretário de Mobilidade, não foi acompanhada por um levantamento nacional que permita comparar projetos metropolitanos pelo mesmo critério.</p><p>A relevância econômica do corredor está na incorporação da mobilidade por bicicleta a uma carteira ampla de investimentos viários. Caso as conexões sejam concluídas, a rede poderá ampliar as alternativas de deslocamento cotidiano e criar uma rota contínua para atividades de lazer e cicloturismo entre a Grande Vitória e Guarapari.</p><p>As fontes consultadas não apresentam estimativas de geração de empregos, demanda de ciclistas ou impacto econômico direto. Por isso, os efeitos sobre turismo, comércio e mobilidade ainda devem ser tratados como potenciais, condicionados à conclusão e à efetiva utilização da rede.</p>