Produção industrial do ES dispara 22,6%, com 2ª maior alta do Brasil

Avanço da indústria capixaba reforça retomada puxada por petróleo, gás e mineração e amplia percepção de novo ciclo econômico no Estado

Por Redação ·

Produção industrial do ES dispara 22,6%, com 2ª maior alta do Brasil

Os números da indústria capixaba no primeiro trimestre de 2026 ajudam a sustentar uma leitura cada vez mais clara no mercado: o Espírito Santo voltou a ganhar densidade produtiva.

Com crescimento de 22,6% frente ao mesmo período do ano passado, o Estado registrou o segundo maior avanço industrial do país, desempenho muito superior à média nacional, de 1,3%.

O resultado reforça sinais consistentes de retomada observados desde 2025 e amplia a percepção de que a economia capixaba entra em uma nova fase de tração industrial.

O principal vetor desse movimento foi a indústria extrativa, que avançou 36,2% no trimestre.

Dentro desse desempenho, a produção de petróleo cresceu 35,9%, enquanto o gás natural registrou alta de 69,3%, refletindo a ampliação da atividade offshore no litoral capixaba.

Trata-se de um movimento relevante porque energia segue sendo um dos pilares estruturais da competitividade econômica do Espírito Santo.

Na mineração, o desempenho também reforçou a recuperação industrial.

As exportações capixabas de minério alcançaram US$ 761,9 milhões, alta de 23,4% em valor, indicando maior dinamismo externo e fortalecimento de uma cadeia decisiva para a balança comercial estadual.

A leitura econômica do trimestre vai além da estatística.

Quando petróleo, gás e mineração avançam simultaneamente, o efeito tende a se irradiar por fornecedores, logística, serviços especializados e arrecadação pública, ampliando a capacidade de tração da economia local.

Na prática, o resultado aponta para uma recomposição relevante da base produtiva capixaba.

Se o ritmo for mantido ao longo dos próximos meses, 2026 pode consolidar um novo ciclo de fortalecimento industrial no Espírito Santo, sustentado por ativos estruturais, vocação exportadora e ganho de competitividade regional.