Imóveis de alto padrão em Vitória acumulam ganho real de até 54%

Levantamento com cinco empreendimentos aponta valorização nominal de até 111% em seis anos.

Por Redação ·

Imóveis de alto padrão em Vitória acumulam ganho real de até 54%

<p>Cinco empreendimentos de alto padrão de Vitória acumularam ganho real entre 40% e 54% em períodos de três a seis anos, segundo um levantamento realizado a partir de escrituras e registros de recolhimento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Em valores nominais, a valorização das unidades analisadas variou de 67% a 111%.</p><p>O estudo foi elaborado por Giuliano Martins, fundador da plataforma imobiliária Resos. A análise considera preços efetivamente registrados nas transações de cinco empreendimentos de alto padrão da capital, diferentemente de índices baseados em imóveis anunciados.</p><p>Na simulação apresentada no levantamento, um imóvel avaliado em R$ 1 milhão no início de cada período terminaria valendo entre R$ 1,67 milhão e R$ 2,11 milhões. Os retornos equivalem a uma valorização média mensal entre 0,92% e 1,23%, segundo os cálculos divulgados.</p><p>A amostra, porém, é restrita a cinco empreendimentos e não permite estender o mesmo desempenho a todo o mercado imobiliário de Vitória. O levantamento funciona como um recorte de ativos específicos do segmento de alto padrão.</p><p>Nos períodos mais longos analisados, os números também mostram valorização acima da inflação. Um condomínio de Barro Vermelho multiplicou o preço por aproximadamente 6,5 vezes em duas décadas, resultado equivalente a um ganho real de 120%. Na Praia do Canto, outro residencial acumulou alta nominal de 365% em 16 anos e ganho real de 88%.</p><p>Segundo o levantamento, esses dois imóveis de prazo mais longo apresentaram retorno próximo ao CDI no período. Nas janelas iniciadas a partir de 2020, os cinco empreendimentos analisados ficaram entre quatro e 29 pontos percentuais acima da referência utilizada para a renda fixa. A comparação considera apenas a evolução dos valores calculada pelo estudo e não incorpora diferenças de liquidez, tributação e custos entre os investimentos.</p><p>Os números aparecem em um momento de forte valorização do mercado residencial da capital. Em julho de 2026, Vitória atingiu R$ 15.448 por metro quadrado na amostra do FipeZAP, com alta de 8,82% no acumulado do ano e 9,41% em 12 meses.</p><p>Com esse preço, Vitória ficou acima de Itapema, com R$ 15.403 por metro quadrado, e Balneário Camboriú, com R$ 15.295, assumindo a liderança entre as 56 cidades monitoradas pelo índice.</p><p>Os indicadores, no entanto, medem universos diferentes. O FipeZAP é calculado a partir de preços anunciados de imóveis, enquanto o levantamento da Resos utiliza valores registrados em escrituras e recolhimentos de ITBI.</p><p>A combinação dos dois recortes ajuda a dimensionar a escalada dos ativos residenciais em Vitória: a capital está entre os mercados mais caros do país nos anúncios e, em alguns empreendimentos consolidados de alto padrão, os valores efetivamente registrados também apresentaram ganhos relevantes acima da inflação.</p>