’Guia Michelin’ das lagoas de Linhares quer impulsionar turismo e mercado imobiliário

Projeto da Conecta Urbanismo usa turismo, gastronomia e experiências na Lagoa Juparanã.

Por Redação ·

’Guia Michelin’ das lagoas de Linhares quer impulsionar turismo e mercado imobiliário

<p>Um catamarã batizado de Imperador está navegando a Lagoa Juparanã, em Linhares, rumo à ilha onde Dom Pedro II parou para almoçar em 1860. A embarcação é o primeiro atrativo de uma estratégia de turismo que a Conecta Urbanismo monta ao redor do loteamento residencial Ilha do Imperador, com R$ 350 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV).</p><p>Linhares é a cidade com maior número de lagoas da América Latina – são cerca de 70 – mas o turismo da região não acompanha o potencial. A Juparanã tem 78 quilômetros de extensão e, segundo Vandeson Abrantes, responsável pelo projeto na Conecta Urbanismo, seu acesso hoje é concentrado.</p><p>"A gente tem 78 quilômetros de lagoa, mas as pessoas não usam. Porque não tem acesso. A lagoa deve estar na mão de 30 donos de fazendas ao redor", disse.</p><p>Para potencializar o turismo na região, a Conecta estruturou o Guia Juparanã, um roteiro batizado de Rota do Imperador. A referência é o Guia Michelin, criado por uma fabricante de pneus francesa.</p><p>A lógica, segundo ele, é usar o do turismo como motor do desenvolvimento imobiliário das lagoas de Linhares.</p><p>"A engenharia é a inversa. Se eu vou para o setor imobiliário só com a bandeira de moradia, eu tenho a demanda local. Mas se eu levanto a bandeira do turismo, essa demanda quadruplica, triplica, porque daí eu não estou tratando só com o público local. Turismo, eu estou falando do estado, do país", afirmou.</p><p>Vanderson cita como referência o desenvolvimento imobiliário em torno de espelhos d'água em Capitólio, em Minas Gerais, e em regiões turísticas da Flórida, nos Estados Unidos. Para ele, a Juparanã já reúne os elementos naturais para reproduzir esse movimento.</p><p>"Com muito pouco, lá fora estão fazendo o extraordinário. Aqui já existe o extraordinário. A pergunta é o que a gente vai fazer", disse.</p><p>A ilha que dá nome ao empreendimento é o centro simbólico da rota. Batizada Ilha da Pedreira até a visita de Dom Pedro II, em 1860, passou a se chamar Ilha do Imperador depois da passagem do monarca. Em 1954, o mesmo ponto recebeu Getúlio Vargas, na cidade para inaugurar a ponte sobre o Rio Doce.</p><p>A Conecta também planeja transformar a embarcação em restaurante flutuante. Para Abrantes, a lógica por trás de cada ativo é a mesma. "Turismo não é sobre destino, é sobre experiência. Não adianta eu falar que representamos a maior lagoa em volume de água doce natural da América Latina. Aí você se pergunta: e daí, vou fazer o quê? O residencial traz esse viés, e a gente vai ativando essa questão de experiência", disse.</p><p>A estratégia de turismo, segundo Abrantes, não se limita ao próprio empreendimento. Ele diz já ter iniciado conversas com outros proprietários da orla, incluindo a Lagoa Três Pontas, hoje sem atividade. "Eu não estou olhando só para dentro. Eu vou trazer o fluxo todo para a residencial do Imperador? Esse não é meu intuito. Eu quero trazer o fluxo para dentro da lagoa, com o Guia Juparanã", afirmou.</p><p>O próximos passos incluem consolidar o Guia Juparanã, mapear os primeiros empreendedores parceiros na orla e montar uma agenda fixa de ativações aos finais de semana, alternando gastronomia, esportes náuticos e programação cultural na região da lagoa.</p>