Dona da Paletitas investe R$ 4 milhões em tecnologia inédita e reduz congelamento de sorvetes de 48h para 2h
Grupo Lamoia, empresa de Piúma, acelera produção com sistema de ultracongelamento inédito no Brasil e prepara expansão internacional com fábrica de açaí de US$ 3 milhões nos Estados Unidos
Por Redação ·
<p>O Grupo Lamoia, controlador da marca capixaba Paletitas, está avançando em duas frentes estratégicas que ampliam sua escala industrial e consolidam o movimento de internacionalização da empresa. Em Piúma, no Sul do Espírito Santo, o grupo iniciou um investimento de R$ 4 milhões em uma tecnologia de ultracongelamento considerada inédita no Brasil para o setor de sorvetes. Ao mesmo tempo, prepara a instalação de uma fábrica de açaí em Oklahoma, nos Estados Unidos, com aporte estimado em US$ 3 milhões.</p><p>A nova tecnologia industrial promete transformar a eficiência produtiva da empresa. Hoje, caixas de sorvete de sete litros levam até 48 horas em túneis estáticos para atingir o ponto ideal de congelamento. Com o novo sistema de ultracongelamento, esse processo deverá cair para cerca de duas horas. Na prática, a mudança reduz gargalos logísticos, aumenta a velocidade operacional e amplia a capacidade de produção sem necessidade proporcional de expansão física.</p><p>O investimento reforça uma tendência crescente na indústria alimentícia capixaba: o avanço da automação e da inovação como estratégia de ganho de competitividade. O movimento ocorre em um momento em que empresas do Espírito Santo buscam agregar mais valor aos produtos industrializados e acelerar processos para competir em mercados nacionais e internacionais. O setor de alimentos e bebidas tem sido um dos mais ativos na interiorização do desenvolvimento industrial do Estado.</p><p>A aposta internacional do Grupo Lamoia também amplia o posicionamento da marca fora do Brasil. Depois de iniciar operações na Itália, a empresa agora mira os Estados Unidos com uma fábrica voltada à produção de açaí em Oklahoma. O projeto busca atender a demanda crescente pelo produto no mercado americano, especialmente entre consumidores ligados a alimentação saudável e produtos naturais.</p><p>A expansão internacional coloca uma empresa nascida em Piúma em um movimento raro entre indústrias capixabas de alimentos: operar simultaneamente em diferentes continentes. Além de fortalecer a marca, a estratégia pode ampliar o acesso da companhia a novos canais de distribuição, reduzir custos logísticos para exportação e aumentar sua presença em mercados de maior valor agregado.</p><p>O avanço do Grupo Lamoia também reforça o protagonismo de empresas do interior capixaba em setores ligados à transformação industrial e à economia de consumo. O Sul do Espírito Santo vem registrando crescimento de investimentos privados em alimentos, bebidas, agroindústria e turismo, ampliando a diversificação econômica da região além das atividades tradicionais.</p><p><strong>Expansão industrial e ganho de eficiência</strong></p><p>A tecnologia de ultracongelamento representa um salto operacional relevante para a companhia. A redução do tempo de congelamento de 48 horas para apenas duas horas permite acelerar ciclos produtivos, reduzir estoques intermediários e otimizar a ocupação da planta industrial.</p><p>Na prática, isso pode elevar produtividade, reduzir custos energéticos por unidade produzida e aumentar a capacidade de resposta da empresa em períodos de maior demanda, especialmente no verão e em mercados externos.</p><p><strong>Internacionalização do açaí capixaba</strong></p><p>O projeto nos Estados Unidos também acompanha uma tendência global de crescimento do consumo de açaí fora do Brasil. O produto ganhou espaço nos últimos anos em cafeterias, redes fitness e varejo alimentar norte-americano.</p><p>Ao instalar uma unidade industrial em Oklahoma, o Grupo Lamoia reduz dependência logística das exportações brasileiras e se aproxima diretamente do consumidor americano, estratégia já adotada por empresas brasileiras de alimentos que buscam escala internacional.</p><p>A movimentação também reforça um processo maior de internacionalização de empresas capixabas, especialmente em segmentos ligados ao agronegócio, alimentos processados e produtos de valor agregado.</p>