Grand Construtora e Patrick Ribeiro planejam complexo de R$ 120 milhões para 15 mil pessoas em Vila Velha

Projeto na Praia dos Recifes prevê arena para até 12 mil pessoas, teatro, camarotes e 1.120 vagas cobertas.

Por Redação ·

Grand Construtora e Patrick Ribeiro planejam complexo de R$ 120 milhões para 15 mil pessoas em Vila Velha

<p>Um investimento estimado em R$ 120 milhões pretende colocar de pé um dos maiores complexos privados de eventos do Espírito Santo. A Grand Construtora e o empresário Patrick Ribeiro planejam construir, na Praia dos Recifes, em Vila Velha, uma estrutura com capacidade total para mais de 15 mil pessoas.</p><p>O empreendimento ocupará um terreno de aproximadamente 30 mil metros quadrados e terá diferentes espaços de operação. O projeto prevê arena coberta para shows de até 12 mil pessoas, teatro, área para cerimônias, camarotes privativos e coletivos e estacionamento com 1.120 vagas cobertas.</p><p>Segundo as informações mais recentes dos responsáveis pelo empreendimento, o projeto arquitetônico já passou pela aprovação municipal e está na fase de elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança, o EIV. A reportagem não localizou, até o momento, publicação da Prefeitura de Vila Velha que permita confirmar de forma independente essa etapa.</p><p>O projeto representa também uma diversificação dos negócios da Grand. A construtora, tradicionalmente concentrada no mercado imobiliário, pretende participar da implantação e da operação do complexo em sociedade com Patrick Ribeiro, empresário ligado ao setor de entretenimento no Espírito Santo.</p><p>A parceria já havia sido revelada pelo presidente da Grand, Rodrigo Barbosa, no fim de 2025. Na ocasião, ele informou que o centro teria três ambientes, capacidade de 10 mil a 12 mil pessoas na área destinada aos grandes shows e mais de mil vagas de estacionamento. Também citou a necessidade de aprovação do EIV e de outros estudos urbanísticos.</p><p>Naquela apresentação, Barbosa previa iniciar as obras no segundo semestre de 2026 e estimava entre um ano e meio e um ano e oito meses para a construção, com objetivo de colocar o complexo em operação entre março e abril de 2028. O cronograma dependeria do andamento das aprovações e do licenciamento.</p><p>A aposta dos sócios é criar uma estrutura que possa receber não apenas grandes shows, mas congressos, eventos corporativos, casamentos, formaturas e outras celebrações. A diversificação é relevante para o modelo de negócio porque reduz a dependência de grandes apresentações musicais na ocupação do espaço.</p><p>Para a economia capixaba, o principal efeito potencial está na capacidade de Vila Velha receber produções de maior porte. Caso o empreendimento seja implantado e consiga atrair público de fora do Estado, eventos desse tamanho podem ampliar a demanda por hotelaria, alimentação, transporte e outros serviços. Esse impacto, porém, dependerá da programação, da ocupação do complexo e da capacidade efetiva de atrair visitantes.</p><p>A existência de demanda para grandes eventos já encontra precedentes no mercado local. Em maio de 2026, por exemplo, uma edição do Vibra Rock Brasil reuniu cerca de 15 mil pessoas na Praça do Papa, em Vitória, segundo os organizadores.</p><p>Com R$ 120 milhões previstos, o projeto da Grand e de Patrick Ribeiro acrescenta um novo investimento privado de escala ao mercado de entretenimento capixaba. Antes de se transformar em obra, porém, o complexo ainda precisa cumprir as etapas urbanísticas aplicáveis ao empreendimento.</p>