Maior da América Latina, capixaba Frete Rápido cresce mais de 20% gerindo R$ 35 bi em vendas

Startup capixaba projeta alta superior a 20% na receita em 2026 e prepara ferramentas para antecipar atrasos e proteger dados de consumidores.

Por Redação ·

Maior da América Latina, capixaba Frete Rápido cresce mais de 20% gerindo R$ 35 bi em vendas

<p>Uma startup capixaba que organiza o frete de cerca de R$ 35 bilhões em compras online por ano deve fechar 2026 com a receita mais de 20% maior que a de 2025. A projeção é de Mário Rodrigues, fundador e CEO da Frete Rápido.</p><p>“De frete, a nossa expectativa é bater um volume maior do que R$ 4 bilhões. E GMV [valor total das mercadorias vendidas pelos clientes] também maior do que R$ 35 bilhões”, disse Mário.</p><p>A empresa é um TMS (transportation management system, ou sistema de gestão de transporte) voltado ao comércio eletrônico. A Frete Rápido conecta lojas virtuais, indústrias e marketplaces a transportadoras, calcula o frete no carrinho de compras e acompanha o pedido até a porta do cliente.</p><p>Fundada em 2015, a empresa é, segundo Rodrigues, a maior da América Latina em seu segmento. Entre os clientes estão Nestlé, Chevrolet, Carrefour, Asus, DPSP (dona da Drogaria São Paulo e da Drogarias Pacheco), Dolce &amp; Gabbana, Mondial e Vivara. No Espírito Santo, a carteira inclui a Móveis Simonetti e a Móveis Linhares.</p><p>O avanço da receita vem acompanhado de uma nova frente de produtos, desenhados para atacar dois pontos sensíveis da entrega: o atraso e o contato entre entregador e cliente.</p><p><strong>Ferramenta inteligente evita que atraso na entrega vire reclamação</strong></p><p>O primeiro lançamento do ano é uma ferramenta de análise preditiva. Minutos depois da venda, ainda na emissão da nota fiscal, o sistema já consegue indicar ao e-commerce que um pedido com prazo de oito dias vai atrasar, seja por problema de rota, protesto, chuva, greve ou falha da transportadora.</p><p>Hoje, quem descobre o atraso costuma ser o consumidor, que recorre a redes sociais e plataformas online para registrar a reclamação.</p><p>“Normalmente, é você que vai até aquele e-commerce e quer saber a informação do pedido. Se você não vai para o Reclame Aqui, se você não vai para a rede social, se você não vai no Procon, você é uma parcela pequena do consumidor brasileiro”, disse Rodrigues.</p><p>“Isso causa danos que custam muito dinheiro para o e-commerce conter do outro lado. E, no final das contas, o atraso vai acontecer. Ele sempre aconteceu e sempre vai acontecer.”</p><p>Com o alerta antecipado, a loja pode procurar o cliente antes da reclamação, explicar o problema e, por exemplo, oferecer um cupom de desconto para a próxima compra.</p><p>“Você evitou que o pedido fosse atrasado? Não”, disse o CEO. A diferença, segundo ele, está em gerenciar a expectativa do comprador e ainda criar um motivo para que ele volte à loja.</p><p><strong>Ligação do entregador sem expor o telefone do comprador</strong></p><p>O segundo produto é o CTC (call to consumer). A etiqueta que o cliente da Frete Rápido gera no sistema e cola na embalagem passou a ter um QR Code. O entregador lê o código, liga para uma central da empresa, e a chamada é redirecionada automaticamente para o destinatário.</p><p>O objetivo é acabar com a prática de entregadores ligarem ou mandarem mensagem do próprio celular, o que expõe o número do consumidor a golpes.</p><p>“Nós não reinventamos a roda. O entregador vai falar com você, mas não vai ficar com o seu telefone”, disse.</p><p>O código deixa de funcionar assim que o pedido é marcado como entregue, o que impede que a embalagem descartada vire canal de contato. Se o destinatário não atende, recebe na hora um WhatsApp automático com os dados do pedido e a recomendação de atender a próxima ligação.</p>