Criado em Vitória, PicPay tem R$90 milhões bloqueados em investigação do Ministério Público do DF
Justiça atinge recursos ligados à PicPay e a associação de servidores do Distrito Federal; empresa nega irregularidades
Por Redação ·
<p>A PicPay, fintech fundada em Vitória e que se tornou uma das maiores plataformas financeiras digitais do Brasil, aparece entre os alvos de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e pela Polícia Civil do Distrito Federal. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 90 milhões relacionados à empresa e à Associação de Servidores Públicos do Distrito Federal.</p><p>A operação, deflagrada nesta sexta-feira (19), investiga supostas irregularidades em um modelo de antecipação salarial oferecido a servidores públicos distritais. Segundo as autoridades, há suspeitas de que taxas cobradas na operação teriam sido utilizadas para ocultar descontos considerados indevidos nos contracheques dos servidores.</p><p>As investigações apontam que os supostos descontos estariam ocorrendo desde 2024. Além da PicPay e da associação de servidores, a apuração também alcança o Banco de Brasília (BRB), responsável pelo processamento da folha de pagamento do funcionalismo público local, a Secretaria de Economia do Distrito Federal e o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF).</p><p>A empresa capixaba nega qualquer prática irregular. Em manifestação sobre o caso, a PicPay afirmou que atua em conformidade com a legislação e que colaborará com os órgãos responsáveis para o esclarecimento dos fatos.</p><p>O episódio chama atenção por envolver uma companhia criada no Espírito Santo que se transformou em uma das principais fintechs do país. Fundada em Vitória, a empresa ganhou escala nacional nos últimos anos, ampliando sua atuação para serviços bancários, crédito, investimentos e pagamentos digitais.</p><p>O bloqueio judicial não representa condenação e faz parte das medidas cautelares adotadas durante a fase de investigação. O caso segue sob apuração das autoridades do Distrito Federal.</p>