Findes: Indústria capixaba ganha diagnóstico gratuito para adotar IA

Avaliação será a porta de entrada para a Torre IA Sesi Senai e para a infraestrutura de inteligência artificial da Findes.

Por Samuel Bonna ·

Findes: Indústria capixaba ganha diagnóstico gratuito para adotar IA

<p>Cinco meses depois de anunciar R$ 8 milhões em supercomputadores de inteligência artificial, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) abriu a porta para que as empresas usem a estrutura: um diagnóstico gratuito que mede o quanto cada indústria está preparada para adotar IA e onde a tecnologia pode cortar custos.</p><p>O novo serviço foi apresentado nesta quarta-feira (14) no evento que marcou os sete anos do hub de inovação da Findes, em Vitória. O serviço é executado por Sesi, Senai e Findeslab e funciona como primeiro passo da Torre IA Sesi Senai, nova linha de negócios do hub.</p><p>O investimento em infraestrutura de IA foi anunciado em maio. Do total de R$ 8 milhões, cerca de R$ 4 milhões foram para a compra de dois servidores H200 da Supermicro, equipados com GPUs (processadores gráficos, o tipo de chip usado para treinar e rodar modelos de IA) da Nvidia. O equipamento já funciona em modo piloto.</p><p>A lógica do modelo é compartilhar um equipamento que poucas empresas teriam fôlego para comprar sozinhas. Uma única GPU corporativa de ponta custa entre US$ 30 mil e US$ 40 mil.</p><p>Paulo Baraona, presidente da Findes, disse no evento desta semana que a IA já faz diferença na produtividade das fábricas, mas que muitas empresas ainda têm dúvidas sobre por onde começar.</p><p>“A inteligência artificial já é uma realidade e pode fazer a diferença na produtividade e na competitividade das nossas indústrias. Mas sabemos que muitas empresas ainda têm dúvidas sobre por onde começar. Com a Torre IA SESI SENAI, queremos aproximar essa tecnologia do setor produtivo, oferecendo conhecimento, estrutura e apoio especializado para que empresas de todos os portes, das micro às grandes, consigam transformar inovação em resultados”, destaca Baraona.</p><p><strong>Como funciona o diagnóstico de IA</strong></p><p>A avaliação mede maturidade e prontidão para IA. A metodologia é do Senai São Paulo e se inspira no AI Readiness Index (AIRI), índice de Singapura que mede o grau de preparo de organizações para usar inteligência artificial.</p><p>Juliana Gavini, gerente executiva de Tecnologia e Inovação do Senai ES, explicou que muitas empresas querem usar IA sem saber quais processos se beneficiariam. O diagnóstico identifica essas oportunidades e direciona as soluções.</p><p>Depois da avaliação, a jornada passa por cinco etapas: diagnóstico, governança, projeto piloto, implementação e escala.</p><p><strong>Três frentes de atuação</strong></p><p>A Torre IA Sesi Senai organiza seus serviços em três frentes, conforme o estágio tecnológico de cada empresa.</p><p>A primeira, Negócio do Futuro, é voltada a quem ainda precisa avançar na maturidade digital e no planejamento estratégico, com diagnóstico, capacitação, planejamento e apoio à implementação.</p><p>A segunda, Negócio Inteligente, reúne soluções mais avançadas, como modelos preditivos, visão computacional (sistemas que interpretam imagens), agentes inteligentes e processamento de dados, voltadas a novos produtos e processos.</p><p>A terceira, Negócio Eficiente, mira a operação fabril, com monitoramento inteligente, análise preditiva, simulação de riscos de acidentes de trabalho e gêmeos digitais (réplicas virtuais de máquinas ou linhas de produção).</p>