Exportações do agro capixaba somam R$ 4,6 bi; pimenta ganha protagonismo inédito
Café mantém liderança nas vendas externas do Espírito Santo, enquanto avanço da pimenta-do-reino reforça diversificação estratégica da pauta agroexportadora
Por Redação ·
O agronegócio do Espírito Santo movimentou R$ 4,6 bilhões em exportações entre janeiro e abril de 2026, consolidando um início de ano robusto para um dos setores mais estratégicos da economia capixaba.
O resultado reforça a força do comércio exterior agro estadual e evidencia a competitividade internacional de cadeias produtivas que vêm ampliando presença global.
O complexo café segue como principal motor desse desempenho.
As exportações do segmento somaram US$ 464 milhões no quadrimestre, o equivalente a 51,1% de toda a pauta agroexportadora capixaba.
A liderança mantém o protagonismo de polos como São Gabriel da Palha, Jaguaré, Linhares e a região do Caparaó, consolidando o Espírito Santo como principal referência nacional no café conilon, variedade da qual o estado responde por cerca de dois terços da produção brasileira.
Mas o dado mais emblemático do período está no avanço da pimenta-do-reino.
A commodity alcançou US$ 158,8 milhões em exportações, passando a representar 17,5% da pauta agro capixaba e consolidando o melhor momento recente da cultura no comércio exterior.
O avanço fortalece especialmente municípios do Norte capixaba, como São Mateus, Jaguaré e Linhares, onde a cadeia vem ampliando escala produtiva e competitividade internacional.
A celulose, segundo principal item exportado, movimentou US$ 243 milhões, com participação de 26,8%.
Juntos, café, celulose e pimenta-do-reino concentraram 95,4% das exportações do agronegócio estadual, evidenciando uma base exportadora robusta e cada vez mais estratégica para a geração de divisas.
Outro dado que reforça a inserção internacional da produção capixaba é a presença em 110 países no quadrimestre.
Os principais destinos foram os Estados Unidos, seguidos por Turquia e Colômbia.
Mais do que um resultado conjuntural, os números mostram uma mudança estrutural na economia rural do Espírito Santo.
Ao mesmo tempo em que preserva sua força histórica no café, o estado amplia o peso de novas cadeias exportadoras, fortalecendo uma pauta mais diversificada, resiliente e competitiva no mercado global.