Se fosse um país, ES seria 5º maior exportador de rochas do mundo

Com US$ 1,16 bilhão exportado em 2025, Espírito Santo respondeu por 78,4% das vendas brasileiras de rochas naturais.

Por Redação ·

Se fosse um país, ES seria 5º maior exportador de rochas do mundo

<p>Se o Espírito Santo fosse um país, seria o quinto maior exportador de rochas naturais do mundo. Ficaria atrás apenas de China, Itália, Turquia e Índia, as quatro potências globais da pedra.</p><p>Essa estimativa foi feita com dados do Panorama de Rochas Naturais do Brasil, estudo da Centrorochas (Associação Brasileira de Rochas Naturais). O Espírito Santo exportou US$ 1,16 bilhão em rochas em 2025, segundo o Comex Stat, o equivalente a 78,4% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior no setor.</p><p>No ranking mundial mais recente, de 2024, com dados do Comtrade (base de comércio exterior da ONU), a China lidera com US$ 4,1 bilhões. Depois vêm Itália, com US$ 2,3 bilhões, Turquia, com US$ 2,2 bilhões, e Índia, com US$ 1,8 bilhão.</p><p>O Brasil aparece em quinto, com US$ 1,3 bilhão, puxado pelas vendas capixabas.<br>“Além da maior geodiversidade do mundo, o país reúne uma ampla capacidade produtiva”, disse Tales Machado.</p><p>Dois dos quatro países à frente do Espírito Santo no ranking estão também na lista de clientes do estado. Ou seja, são países que consomem pedras capixabas ou compram materiais brutos para beneficiá-los.</p><p>A China foi destino de 12,2% das exportações capixabas de rochas em 2025 e a Itália, com 3,5%. Os Estados Unidos seguem como principal destino, com 63,9%, seguidos de México (4,5%), Canadá, Espanha e Austrália (1,7% cada).</p><p>O avanço capixaba aconteceu num mercado global em retração. As exportações mundiais de rochas naturais caíram de US$ 20,8 bilhões em 2014 para US$ 16,3 bilhões em 2024, segundo o Comtrade. Só a China perdeu 39,6% do valor exportado no período.</p><p>Na mesma década, o Brasil ampliou sua fatia nas exportações mundiais de 6,2% para 7,8%. Entre os cinco maiores, foi o que menos perdeu em valor (recuo de 1,1%) e o que mais cresceu de 2023 para 2024, com alta de 12,6%.</p><p>O principal motor dessa virada foi o Espírito Santo. As exportações capixabas de pedras de cantaria, categoria que inclui os quartzitos trabalhados, saltaram de US$ 32,1 milhões em 2015 para US$ 664,8 milhões em 2025. </p><p>O estado também reduziu a dependência do mercado americano, que comprava 75,9% das rochas capixabas em 2015. Em 2025, o Brasil bateu recorde de exportações no setor, com US$ 1,48 bilhão.</p>