Espírito Santo leva 54 cafés à final do Coffee of the Year
Estado responde por 17 dos 30 finalistas em canéfora; Caparaó concentra 28 dos 37 classificados capixabas em arábica.
Por Redação ·
<p>Tem café capixaba de sobra na final do Coffee of the Year 2026. São 54 no total, cinco a mais que no ano passado, divididos entre 37 arábicas e 17 canéforas, que é o grupo do conilon, aquele café que domina as lavouras do norte do estado.</p><p>E é justamente no conilon que o número chama atenção. Dos 30 finalistas do Brasil inteiro nessa categoria, 17 saíram daqui. Mais da metade.</p><p>Tem cidade que já virou figurinha carimbada no concurso, como Santa Teresa, Alto Rio Novo, Muqui, Iúna e Jerônimo Monteiro. Mas o que mais anima é ver gente nova chegando: Rio Bananal, Sooretama, Pancas e Guaçuí estreiam na lista este ano. Durante muito tempo, o conilon foi visto como café de volume, não de qualidade. Esses nomes mostram que essa ideia tá ficando pra trás.</p><p>No arábica a briga é mais pesada, com 151 finalistas de todo o país. Ainda assim, o Espírito Santo emplacou 37, e quase todos vêm do mesmo lugar. O Caparaó, lá no alto das montanhas do sul capixaba, responde por 28 deles. Dores do Rio Preto, sozinha, tem 11.</p><p>Pode parecer só uma questão de medalha, mas não é. Chegar à final coloca o produtor na frente de compradores que pagam bem mais por um café de qualidade comprovada. Pra uma propriedade pequena, tocada pela família, isso muda a conta do fim do mês.</p><p>E o retrospecto ajuda a sonhar alto. Em 2025, dos 15 vencedores do concurso, 11 eram do Espírito Santo, segundo o portal Conexão Safra. Repetir a dose não vai ser fácil, mas o estado chega com mais cafés na disputa do que da última vez.</p><p>O resultado sai entre 11 e 13 de novembro, durante a Semana Internacional do Café, na Expominas, em Belo Horizonte. A torcida já começou.</p>