ES sobe duas posições e é 5º estado mais competitivo do Brasil
Espírito Santo recupera posição histórica com avanço em eficiência pública; Santa Catarina desloca São Paulo do topo.
Por Redação ·
<p>Espírito Santo subiu duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados de 2026 e chegou ao 5º lugar, repetindo a colocação que tinha em 2020 e 2021. A recuperação encerra queda de dois anos: o estado havia recuado para 6º em 2024 e atingido o 7º lugar em 2025. Os dados são do Centro de Liderança Pública, instituição que avalia os 27 estados em 11 pilares econômicos, de infraestrutura a sustentabilidade social.</p><p>A mudança mais relevante do ranking nacional, porém, ocorreu no topo. Santa Catarina tirou São Paulo da liderança histórica e chegou ao 1º lugar pela primeira vez desde que o ranking começou a ser publicado. São Paulo permanece em 2º.</p><p>No Espírito Santo, o avanço vem puxado por três pilares de força. Solidez Fiscal permanece em 1º lugar no país, e a Infraestrutura continua em 2º, ancorada em ativos de transporte de carga. O terceiro destaque é a Eficiência da Máquina Pública, onde ES subiu quatro posições e chegou ao 4º lugar.</p><p>- <strong>1º lugar em Solidez Fiscal:</strong> Controle de despesas e receita tributária preservada mesmo em ciclos desafiadores. Estado foi o único da região Sul-Sudeste a manter o grau de risco em linha com a média nacional em 2025.</p><p>- <strong>2º lugar em Infraestrutura:</strong> Ancoragem em ativos de transporte: portos de Vitória e Aracruz; ferrovias conectando a região aos mercados nacionais. Capacidade operacional dos modais ferroviário, portuário e rodoviário em expansão.</p><p>- <strong>4º lugar em Eficiência da Máquina Pública (+4 posições):</strong> Ganho reflete digitalização de serviços estaduais e redução de tempo de análise de licenciamento ambiental.</p><p><strong>Onde o Espírito Santo fica para trás</strong></p><p>Apesar dos avanços, o Ranking mostra fragilidades estruturais em alguns pilares. O Potencial de Mercado está no 20º lugar, dois degraus abaixo do anterior. Este pilar mede densidade econômica, diversificação setorial e capacidade de atração de novos negócios. Pesa negativamente nesse indicador o fato de que o Espírito Santo segue concentrado em três setores: mineração, celulose e petróleo.</p><p>Educação caiu três posições e está no 10º lugar nacional. Indicadores de desempenho em leitura e matemática das escolas públicas estaduais ficam abaixo da média brasileira, conforme dados do INEP.</p><p>Sustentabilidade Ambiental ficou em 6º, com queda de dois lugares. Indicadores de qualidade do ar na região metropolitana e manejo de resíduos industriais (especialmente de mineração) perderam pontos.</p><p><strong>Onde o Espírito Santo Avançou e Recuou:</strong></p><p>Solidez Fiscal: 1º (mantido)</p><p>Infraestrutura: 2º (mantido)</p><p>Eficiência da Máquina Pública: 4º (+4 posições)</p><p>Inovação: 7º (+4 posições)</p><p>Sustentabilidade Social: 7º (mantido)</p><p>Capital Humano: 8º (+2 posições)</p><p>Educação: 10º (-3 posições)</p><p>Sustentabilidade Ambiental: 6º (-2 posições)</p><p>Segurança Pública: 19º (+4 posições)</p><p>Potencial de Mercado: 20º (-2 posições)</p>