Espírito Santo exportou US$ 328 milhões em rochas naturais em 2026, mas participação nacional recua de 81% para 76%

Mesmo com leve retração no volume exportado, Espírito Santo segue dominante na indústria brasileira de rochas ornamentais, puxado por Serra e Cachoeiro de Itapemirim e com forte dependência do mercado americano

Por Redação ·

Espírito Santo exportou US$ 328 milhões em rochas naturais em 2026, mas participação nacional recua de 81% para 76%

O Espírito Santo segue como o principal polo brasileiro de rochas ornamentais. Entre janeiro e abril de 2026, o Estado exportou US$ 328 milhões em rochas naturais e respondeu por 76% das exportações brasileiras do setor.

Apesar da liderança ampla, a participação capixaba no mercado nacional ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o Estado concentrava 81% das exportações brasileiras. A variação indica perda relativa de market share no período, movimento que pode estar ligado a fatores conjunturais e sazonalidades do mercado exportador.

Em volume, o Brasil exportou 662.026 toneladas de rochas ornamentais nos quatro primeiros meses de 2026. Desse total, 450.653 toneladas saíram do Espírito Santo. No mesmo intervalo de 2025, o país havia exportado 667.895 toneladas, enquanto o mercado capixaba respondeu por 485.048 toneladas, indicando leve retração nos embarques.

A dependência do mercado americano continua sendo um dos principais fatores estratégicos para a indústria capixaba. Os Estados Unidos concentraram 67% das compras das rochas naturais exportadas pelo Espírito Santo entre janeiro e abril de 2026. A China aparece na sequência, com 11% de participação.

O cenário reforça a importância do acompanhamento da geopolítica americana e do comportamento da economia dos Estados Unidos para o desempenho da indústria de rochas do Espírito Santo, uma das principais cadeias exportadoras da economia capixaba.

Entre os municípios, a Serra lidera as exportações estaduais de rochas naturais. Entre janeiro e abril de 2026, o município foi responsável pela entrada de US$ 102 milhões em divisas. Cachoeiro de Itapemirim aparece logo atrás, com US$ 99 milhões exportados no período.

Somente no mês de abril, Serra e Cachoeiro de Itapemirim somaram mais de US$ 76 milhões em exportações de rochas naturais, reforçando o peso da cadeia mineral para a geração de divisas e atividade industrial no Espírito Santo.

A logística portuária segue concentrada fora do Estado. O Porto do Rio de Janeiro foi o principal canal de escoamento das rochas capixabas e respondeu por mais de US$ 82 milhões em exportações apenas em abril de 2026. O Porto de Santos aparece na sequência.

Já o Porto de Vitória vem ampliando participação na cadeia exportadora. Em abril de 2026, o terminal movimentou cerca de US$ 23 milhões em exportações de rochas naturais. No mesmo mês de 2025, o valor havia sido de US$ 14,7 milhões, indicando avanço do protagonismo da estrutura portuária capixaba no setor.