ES bate recorde com 1,35 milhão de passageiros aéreos até setembro
Fluxo cresceu 7,8% nos nove primeiros meses de 2026 e superou a marca de 2012, mas perdeu ritmo ao longo do ano e caiu em setembro.
Por Redação ·
<p>O Espírito Santo recebeu 1,35 milhão de passageiros em voos com destino ao Estado entre janeiro e setembro de 2026. É o maior movimento para os nove primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2000.</p><p>O volume cresceu 7,8% sobre o mesmo período de 2025, quando 1,26 milhão de passageiros desembarcaram no Estado. O recorde anterior era de 2012, com 1,28 milhão.</p><p>Os dados são do Observatório do Turismo, da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), com base nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).</p><p>O avanço do fluxo aéreo aumenta a circulação de pessoas em uma cadeia que envolve hotéis, restaurantes, transporte, comércio e outros serviços. Segundo estudo divulgado pela Setur em julho, o turismo gerou R$ 10,9 bilhões em riqueza no Espírito Santo em 2023, o equivalente a 7,04% do PIB estadual.</p><p>O número de passageiros cresceu mais que a oferta. Entre janeiro e setembro, os voos com destino ao Estado aumentaram 3,6%, para 10.020 operações, e a quantidade de assentos disponíveis avançou 3,7%. Com aviões mais cheios, a taxa média de ocupação subiu de 76,8% para 79,8%.</p><p>A Gol foi a companhia que mais cresceu no período. A empresa trouxe 533,5 mil passageiros ao Estado, alta de 20,6%, com 15,8% mais voos. A Latam segue na liderança, com 557,6 mil passageiros e 41,2% do total, e cresceu 2,9% mesmo operando 4,4% menos voos. Na contramão, a Azul transportou 262,7 mil passageiros, queda de 3%. A companhia ampliou a oferta de assentos em 5,2%, mas viu a ocupação de suas aeronaves cair de 79,2% para 73%.</p><p>São Paulo e Rio de Janeiro continuam concentrando as principais conexões com o Espírito Santo. Guarulhos, Galeão e Congonhas responderam juntos por cerca de 69% dos passageiros que chegaram ao Estado no período. Pela metodologia da Anac, os números consideram o último trecho do voo, e não a cidade de origem de quem viaja.</p><p>O maior avanço entre os aeroportos de origem foi o de Brasília. O número de passageiros vindos de lá saltou 81,3%, de 58,6 mil para 106,2 mil, efeito da retomada e da ampliação dos voos para Vitória ao longo de 2025. Campinas, principal hub da Azul, recuou 8,1%, e Recife caiu 16,4%.</p><p>Apesar do recorde acumulado, o ritmo de crescimento perdeu força ao longo do ano. A alta foi de 17,9% no primeiro trimestre, passou para 6,4% no segundo e ficou em 1,2% no terceiro. Ainda assim, os 474,6 mil passageiros registrados entre julho e setembro formaram o maior volume para um terceiro trimestre na série.</p><p>Em setembro, o movimento recuou 3,1% na comparação com o mesmo mês de 2025, para 152,2 mil passageiros. No mesmo mês, o número de voos caiu 2,1%, de 1.167 para 1.142. Mesmo assim, o acumulado mantém 2026 com o melhor resultado de nove meses da série histórica do transporte aéreo com destino ao Espírito Santo.</p>