EMEG compra 55% da CUBE e aposta na expansão do mercado de minimercados autônomos
Rede pretende crescer de 12 para 16 unidades ainda este ano em um setor que já movimenta até R$ 2 bilhões por ano no Brasil
Por Redação ·
<p>A EMEG, em conjunto com um grupo de investidores, anunciou a aquisição de 55% da rede de minimercados autônomos CUBE, reforçando sua estratégia de investimentos em negócios com potencial de crescimento acelerado e consolidação de mercado. A operação avaliou a empresa em aproximadamente seis vezes seu EBITDA.</p><p>A entrada da EMEG marca uma nova fase para a CUBE, que atua no segmento de varejo de proximidade por meio de lojas compactas instaladas principalmente em empresas e condomínios residenciais. Atualmente, a rede possui 12 unidades em operação e projeta alcançar 16 lojas até o final deste ano.</p><p>O investimento ocorre em um setor que vive forte expansão no Brasil. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), o país já conta com mais de 10 mil minimercados autônomos, responsáveis por movimentar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões por ano. O modelo ganhou força principalmente após a pandemia, impulsionado pela busca dos consumidores por conveniência, praticidade e compras rápidas próximas de casa ou do trabalho.</p><p>A aposta da EMEG segue a lógica de private equity com gestão ativa e participação direta na expansão da companhia. Além de apoiar o crescimento orgânico da operação, a estratégia busca posicionar a CUBE para capturar oportunidades em um mercado ainda fragmentado, mas que passa por um processo crescente de consolidação.</p><p>Hoje, cerca de 30 empresas disputam espaço no segmento de minimercados autônomos no Brasil. Ao mesmo tempo, redes mais consolidadas já operam entre 100 e 400 unidades, em um movimento que tem sido marcado por aquisições e ganho de escala.</p><p>“É um segmento em grande expansão. Existem redes com 200, 300 e até 400 unidades, além de um movimento crescente de consolidação entre empresas. Entramos para desenvolver o negócio, acelerar seu crescimento e construir valor para uma consolidação quando esse ciclo amadurecer”, afirma Gilvan Badke, CEO da EMEG.</p><p>Para a economia capixaba, o movimento demonstra o amadurecimento de grupos locais na utilização de estratégias típicas de fundos de investimento e private equity. Mais do que aportar capital, a EMEG aposta na profissionalização da gestão, no ganho de escala e na geração de valor em um segmento que desponta como uma das principais tendências do varejo brasileiro.</p><p>A operação também reforça a presença de investidores capixabas em mercados de crescimento nacional, ampliando a participação do Espírito Santo em novos modelos de negócios baseados em tecnologia, conveniência e eficiência operacional.</p>