Embarque de lítio segue aquecido no Porto de Vitória e Vila Velha
Três navios somam 114,5 mil toneladas de concentrado de espodumênio nos terminais capixabas.
Por Redação ·
<p>O Espírito Santo está conectado a duas pontas da cadeia global da mobilidade elétrica. Enquanto 114,5 mil toneladas de concentrado de espodumênio, mineral usado na produção de lítio para baterias, estão previstas para embarque em três navios nos terminais administrados pela Vports, veículos elétricos importados fazem o caminho inverso e desembarcam pelo complexo portuário capixaba.</p><p>As operações com espodumênio estão distribuídas entre Vitória e Vila Velha. O maior carregamento é do Pacific Virtue, com 52,2 mil toneladas. O Port Estrela tem outras 43,3 mil toneladas previstas, enquanto o Prime Star completa a movimentação com 19 mil toneladas.</p><p>As três cargas têm a Multilift como operadora portuária. Os 114,5 mil toneladas representam o volume total previsto para os embarques, e não a quantidade já efetivamente carregada nos navios.</p><p>A movimentação deve continuar. O Enterprise já aparece na programação com outras 12,5 mil toneladas de concentrado de espodumênio. Se o embarque ocorrer como previsto, os quatro navios somarão cerca de 127 mil toneladas.</p><p>É justamente esse fluxo que dá outra dimensão à operação. Por um lado, os portos capixabas funcionam como corredor para a saída de uma matéria-prima associada à fabricação das baterias. Por outro, recebem veículos elétricos produzidos no exterior.</p><p>O Espírito Santo, portanto, não concentra toda essa cadeia industrial, mas ocupa uma posição logística nas duas extremidades do negócio: participa do escoamento do mineral e da entrada do produto final no mercado brasileiro.</p><p>Essa conexão ganha relevância com o crescimento do mercado de lítio. A produção brasileira de concentrado de espodumênio chegou a 944,1 mil toneladas em 2024, segundo a Agência Nacional de Mineração, avanço de 71% sobre o ano anterior.</p><p>Os dados públicos da programação portuária não identificam a mineradora responsável pelas atuais cargas, a mina de origem ou o destino final de cada embarque. Essas informações, portanto, não podem ser atribuídas a nenhuma companhia específica neste momento.</p>