Gengibre do ES recebe R$ 1,2 milhão em pesquisa e Estado abre safra 2026 mirando mercados internacionais
Com liderança nacional nas exportações, Espírito Santo aposta em inovação, qualidade e tecnologia para ampliar competitividade do gengibre capixaba no mercado global
Por Redação ·
O Espírito Santo iniciou a safra 2026 do gengibre mirando um objetivo claro: consolidar ainda mais sua posição como referência nacional e internacional na produção da raiz. Durante a abertura oficial da safra, o governo estadual anunciou R$ 1,2 milhão em investimentos para pesquisa, inovação e fortalecimento técnico da cadeia produtiva.
A iniciativa será conduzida pelo Incaper e concentra esforços em áreas como melhoramento genético, manejo, produtividade, qualidade pós-colheita e ampliação da competitividade do gengibre capixaba no exterior. O movimento ocorre em um momento de forte valorização das exportações agrícolas do Estado.
Hoje, o Espírito Santo lidera as exportações brasileiras de gengibre, respondendo por cerca de 63% dos embarques nacionais do produto, segundo dados recentes do agronegócio capixaba. O cultivo ganhou relevância principalmente em municípios da região serrana, onde pequenos e médios produtores transformaram a cultura em uma importante fonte de renda e geração de divisas.
A abertura da safra acontece em meio ao avanço da internacionalização do agro capixaba. Em 2024, o agronegócio do Estado registrou recordes históricos no comércio exterior, impulsionado por produtos como café, pimenta-do-reino e gengibre. A estratégia agora é ampliar valor agregado e eficiência produtiva em culturas nas quais o Espírito Santo já possui vantagem competitiva.
A aposta em inovação também busca reduzir vulnerabilidades climáticas e elevar a qualidade exigida pelos mercados internacionais. O gengibre produzido no Estado tem forte presença em destinos como Europa e Estados Unidos, mercados que pressionam por rastreabilidade, padronização e sustentabilidade.
No cenário econômico capixaba, o movimento reforça o peso crescente do agronegócio de exportação dentro da economia regional. O setor responde por uma parcela relevante das exportações do Espírito Santo e vem ampliando participação em cadeias globais de alimentos e ingredientes naturais.