Condomínio com pista de pouso pode transformar o Caparaó em novo destino da aviação executiva no Espírito Santo

Projeto em Divino de São Lourenço prevê pista para pequenas aeronaves, loteamento residencial em área de 270 mil m² e aposta no turismo de alto padrão para impulsionar a economia da região do Caparaó

Por Redação ·

Condomínio com pista de pouso pode transformar o Caparaó em novo destino da aviação executiva no Espírito Santo

<p><strong>Condomínio com pista de pouso coloca Caparaó na rota de um novo mercado turístico</strong></p><p>O município de Divino de São Lourenço, no Caparaó capixaba, pode receber um dos projetos mais inovadores do turismo regional dos últimos anos. Empresários locais estão estruturando um condomínio aeronáutico que prevê uma pista de pouso para pequenas aeronaves integrada a um loteamento residencial em uma área de aproximadamente 270 mil metros quadrados.</p><p>A proposta busca aproveitar uma tendência que vem ganhando força no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a aviação privada cresceu 7,3% em 2024 e a frota nacional ultrapassou 10,6 mil aeronaves. Esse movimento tem estimulado empreendimentos que combinam moradia, lazer e infraestrutura aeronáutica, modelo ainda raro no interior do país e praticamente inexistente no Espírito Santo.</p><p>O projeto é liderado pelo empresário Juarez Sofiste, que já investe na região por meio de empreendimentos turísticos ligados ao conceito de aviação. O condomínio terá ruas internas, áreas de preservação ambiental, quatro lagos e uma pista cuja implantação dependerá de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa dos idealizadores é concluir a infraestrutura básica em cerca de dois anos após a obtenção das licenças necessárias.</p><p><strong>Turismo de experiência e valorização imobiliária</strong></p><p>Mais do que um projeto imobiliário, a iniciativa busca criar uma nova porta de entrada para o Caparaó. Hoje, turistas que chegam à região enfrentam longos deslocamentos rodoviários. Com uma estrutura voltada para aviação executiva, a proposta é facilitar o acesso de visitantes de maior renda e ampliar o potencial de consumo em hotéis, restaurantes, cafeterias especiais e atrativos turísticos locais.</p><p>A região reúne alguns dos principais ativos turísticos do Espírito Santo, como o Pico da Bandeira, terceiro ponto mais alto do Brasil, além de centenas de cachoeiras, clima de montanha e uma cafeicultura reconhecida nacionalmente. Nos últimos anos, o Caparaó também passou a atrair investimentos em hospedagens de alto padrão e turismo de experiência, consolidando um movimento de diversificação econômica baseado no turismo rural e de natureza.</p><p><strong>O que isso representa para a economia capixaba</strong></p><p>O projeto se conecta a uma transformação mais ampla do turismo capixaba. Assim como iniciativas de aeroportos regionais nas Montanhas Capixabas e novos investimentos em infraestrutura turística, o condomínio aeronáutico reforça a estratégia de ampliar a conectividade e atrair visitantes com maior capacidade de gasto.</p><p>Para a economia regional, o potencial está na geração de demanda para serviços locais, valorização imobiliária, fortalecimento da cadeia turística e aumento da visibilidade do Caparaó como destino nacional. Embora ainda dependa de licenciamento e implantação, o empreendimento sinaliza um novo posicionamento para a região: deixar de ser apenas um destino de natureza e passar a disputar espaço no mercado brasileiro de turismo premium e aviação executiva.</p>