Grupo de construtoras nacionais vai lançar empreendimento de R$1,4 bilhão de VGV na Serra

Villa Borghese Cidade Jardim reúne quatro construtoras em terreno de 38 mil m² em Laranjeiras, com 1.122 apartamentos, colégio e clube.

Por Ricardo Frizera ·

Grupo de construtoras nacionais vai lançar empreendimento de R$1,4 bilhão de VGV na Serra

<p>Um terreno de 38,3 mil m² na região de Laranjeiras, na Serra, vai receber um complexo fechado de uso misto com quatro torres residenciais, colégio, clube, parque linear e um mini shopping. O VGV (valor geral de vendas) estimado do conjunto fica entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão.</p><p>Chamado Villa Borghese Cidade Jardim, o empreendimento reúne o grupo paulista Zarin, a Eldorado, o grupo mineiro Haja e a construtora capixaba Ágata.</p><p>“O grupo seleciona marcas relevantes do mercado e une produtos relevantes em grandes mercados, como a Serra”, disse Eduardo Santana, sócio das construtoras que desenvolvem o Villa Borghese Cidade Jardim.</p><p>O estudo preliminar organiza o terreno em sete áreas ao longo de um sistema viário interno. Ao todo, são quatro torres, que totalizam 1.122 apartamentos.</p><p>O lançamento é faseado, mas a obra é planejada como complexo único. O primeiro edifício a ser lançado é o mais próximo da entrada: 242 unidades de estúdio, de 30 a 46 m², dois pavimentos de salas comerciais, auditório para reuniões e seis lojas de fachada ativa no térreo.</p><p>Depois vem a torre residencial, com 380 unidades de 60 a 70 m² e um rooftop. Em seguida, entram duas torres residenciais com 500 unidades e dois andares de centro comercial e corporativo, que incluem um strip mall com lojas e gastronomia.</p><p>Entre as torres ficam um clube, um parque linear e um colégio. O clube, com 3.460 m² de subsolo, quadras, piscina e academia, é preferencial para proprietários. O colégio já tem operador definido.</p><p>O setor de lojas do Villa Borghese Cidade Jardim vai buscar marcas que conversem com o padrão exigido pelo empreendimento.</p><p>“A nossa ideia não é vender metro quadrado. A nossa ideia é trazer para dentro marcas que se alinham com a política de crescimento e de desenvolvimento do nosso produto”, disse Santana.</p><p>Os sócios do empreendimento tem experiência em construção de residenciais de alto padrão e operação de shopping centers em cidades como Bragança Paulista, Indaiatuba e São Paulo – um relacionamento que o consórcio pretende usar para atrair operações à Serra.</p><p>A tese do produto é concentrar a rotina dos moradores num só endereço. “Você mora, você está a um elevador do escritório, a três minutos da escola, a mata e o parque estão do lado de fora da porta e o trânsito do lado de fora da vida”, resumiu.</p><p>Maior PIB do estado, a Serra tem pouca oferta de alto padrão</p><p>A escolha da Serra pelos desenvolvedores do Villa Borghese Cidade Jardim tem base no perfil econômico do município. A cidade tem o maior PIB do Espírito Santo, R$ 37,27 bilhões, cerca de 20% da economia capixaba, e a maior população do estado.</p><p>O município concentrou mais de R$ 2 bilhões dos R$ 20 bilhões lançados na Grande Vitória nos últimos cinco anos.</p><p>“É a cidade mais pujante do estado, é o maior PIB do estado, é a cidade que absorve grande número de companhias de porte. A maior parte do turismo de negócios que chega no aeroporto de Vitória vem fazer negócios na Serra”, disse Santana.</p><p>Com os novos projetos portuários e industriais previstos para a vizinha Aracruz, existe a expectativa de que a Serra atraia mais moradores de alta renda. O estoque residencial vertical de alto padrão, no entanto, continua concentrado em Vitória e Vila Velha.</p>