Arquitetas capixabas apostam na "arquitetura da experiência" em projeto que transforma restaurante em destino

Bruna e Paula Rody, da Inspira Conceito, assinam o Mangalô Club, na Curva da Jurema, utilizando arquitetura para integrar gastronomia, bem-estar e permanência do cliente.

Por Redação ·

Arquitetas capixabas apostam na "arquitetura da experiência" em projeto que transforma restaurante em destino

<p><strong>Arquitetura passa a ser diferencial competitivo dos negócios</strong></p><p>Cada vez mais, restaurantes, hotéis e empreendimentos comerciais disputam clientes não apenas pela qualidade dos produtos e serviços, mas pela experiência que conseguem oferecer. Esse movimento, conhecido como economia da experiência, tem levado escritórios de arquitetura a assumir um papel estratégico na criação de negócios mais competitivos.</p><p>No Espírito Santo, essa tendência aparece no projeto do Mangalô Club, restaurante que será inaugurado em agosto na Curva da Jurema, em Vitória. O espaço foi concebido pelas arquitetas Bruna Rody e Paula Rody, sócias do escritório Inspira Conceito, com a proposta de traduzir em arquitetura o estilo de vida da orla capixaba, onde esporte, convivência, gastronomia e contemplação do mar fazem parte da rotina.</p><p>Em vez de reproduzir referências tradicionais de um restaurante de praia, o projeto busca conectar cidade e litoral por meio da materialidade, da iluminação, das texturas e da integração entre os ambientes. A cozinha aberta aproxima clientes da operação gastronômica, enquanto elementos inspirados no universo náutico e uma paleta de cores ligada ao mar reforçam a identidade do espaço.</p><p>Um dos principais diferenciais é a incorporação de uma sauna ao projeto arquitetônico, recurso ainda incomum em restaurantes brasileiros. A proposta amplia o conceito de hospitalidade e busca aumentar o tempo de permanência dos clientes, aproximando o empreendimento de modelos internacionais que unem gastronomia, lazer e bem-estar em um único destino.</p><p>Segundo Bruna Rody, a inspiração surgiu da observação da dinâmica cotidiana da Curva da Jurema. "Não queríamos criar apenas um restaurante com linguagem praiana. A ideia foi traduzir o encontro entre a energia urbana de Vitória e a tranquilidade proporcionada pelo mar, características que fazem parte da identidade daquele lugar."</p><p>Para além do empreendimento, o projeto ilustra uma transformação do próprio mercado de arquitetura. Escritórios deixam de atuar apenas na concepção estética dos espaços para participar da estratégia dos negócios, utilizando o ambiente físico como ferramenta para fortalecer marcas, criar diferenciais competitivos e gerar valor econômico.</p>