Após 16 anos na Wine, Clayton Freire lança Automatiza para atender empresas capixabas
Automatiza funciona como um “consultório de tecnologia” e já atende empresas com projetos de automação, sistemas e inteligência artificial.
Por Redação ·
<p>Depois de 16 anos na Wine, Clayton Freire transformou a experiência acumulada em tecnologia, logística, varejo e e-commerce em um novo negócio. O executivo lançou a Automatiza, empresa capixaba que já está em operação e atende clientes a partir de um modelo que ele define como um “consultório de tecnologia”.</p><p>A Automatiza parte do problema do cliente antes de escolher a ferramenta. A empresa analisa processos, dados e estrutura tecnológica para identificar gargalos e, a partir desse diagnóstico, desenvolver as soluções necessárias para cada operação.</p><p>“A Automatiza é um consultório de tecnologia. A gente nasceu para ouvir a dor do cliente e resolver essa dor”, afirma Freire, CEO da empresa.</p><p>A nova fase profissional é resultado de uma trajetória iniciada em 2000. São cerca de 26 anos trabalhando no mercado de tecnologia, dos quais 16 foram construídos dentro da Wine.</p><p>Segundo Freire, quando chegou à empresa, a equipe de tecnologia tinha apenas duas pessoas. Com o crescimento da operação, sua atuação passou a envolver não apenas sistemas e desenvolvimento, mas também a integração entre e-commerce, lojas físicas, logística e processos internos.</p><p>Em 2019, Freire assumiu a direção de todo o time sob sua responsabilidade e também passou a atuar como diretor de logística, função que exerceu até 2024. A experiência ampliou sua visão sobre o papel da tecnologia na operação e na estratégia dos negócios.</p><p>Esse repertório hoje serve de base para a atuação da Automatiza.</p><p>Na prática, a empresa não está vinculada a uma única tecnologia. Automação, desenvolvimento de sistemas e inteligência artificial entram como ferramentas escolhidas de acordo com o problema identificado em cada cliente.</p><p>Freire compara o modelo ao funcionamento de um consultório médico: primeiro é preciso entender o problema para, somente depois, definir o tratamento.</p><p>Essa lógica também orienta a forma como a Automatiza trabalha com inteligência artificial. Para o executivo, a tecnologia ganhou espaço rapidamente nas empresas, mas sua aplicação precisa vir acompanhada de processos organizados e dados estruturados.</p><p>“A inteligência artificial é uma ferramenta. Ela não é uma entidade de milagre”, afirma.</p><p>Na avaliação de Freire, adotar IA sem compreender o problema que precisa ser resolvido pode levar empresas a automatizar processos que já são ineficientes.</p><p>“No primeiro momento, a empresa precisa estruturar o dado dela, para conhecer o que quer resolver. Aí depois, sim, utilizar a inteligência artificial.”</p><p>Com a Automatiza, o executivo passa da gestão de tecnologia dentro de uma grande operação para a aplicação desse conhecimento em diferentes empresas.</p><p>O negócio leva aos clientes a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas, combinando diagnóstico operacional, automação, desenvolvimento de sistemas e inteligência artificial.</p><p>Freire também acumula experiência com sistemas integrados de gestão empresarial, que conectam áreas como financeiro, contabilidade, compras, estoque e operações.</p><p>“Esse histórico cria uma sinergia relevante com soluções voltadas ao backoffice e aos processos administrativos que costumam ficar em segundo plano nas empresas, mas concentra gargalos importantes de produtividade”, afirma.</p><p>A entrada da Automatiza no mercado amplia a oferta de serviços especializados em transformação digital no Espírito Santo, em um momento em que produtividade, automação de processos e uso de inteligência artificial ganharam espaço na agenda das empresas.</p>