Americanas vende fatia do Extrafruti para sócios capixabas
Operação encerra uma sociedade iniciada em 2012, devolve 100% do controle da rede aos investidores locais e aguarda apenas a aprovação do Cade.
Por Redação ·
<p>A Americanas fechou um acordo para vender sua participação de 10% no Extrafruti aos demais sócios da rede capixaba de hortifrúti, encerrando uma sociedade iniciada há mais de uma década. A operação, que ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), coloca novamente o controle integral da empresa nas mãos de investidores capixabas, entre eles o Grupo Coutinho, controlador da rede Extrabom.</p><p>A movimentação representa uma reorganização societária relevante para um dos principais varejistas de frutas, verduras e legumes do Espírito Santo. Segundo pessoas próximas à negociação, a recompra da participação era um objetivo antigo dos sócios locais. O Hortifruti ingressou no capital do Extrafruti em 2012, antes mesmo de ser adquirido pela Americanas, em 2021, com a expectativa de gerar sinergias comerciais entre as empresas. Essa integração, porém, nunca se concretizou.</p><p>A saída da Americanas não altera a estratégia de crescimento da companhia capixaba. De acordo com fontes ligadas ao negócio, a participação nunca teve poder de veto sobre as decisões da empresa e a expansão do Extrafruti sempre ocorreu com recursos próprios e planejamento independente, sem depender de aportes da varejista.</p><p>Em 2025, o Extrafruti registrou faturamento de R$ 640 milhões e trabalha com a meta de atingir R$ 700 milhões até 2027, reforçando sua posição entre os maiores grupos do segmento no Espírito Santo.</p><p>Além da operação principal, o Extrafruti também participa da CasaFruti, rede que vem ampliando sua presença no mercado e disputa espaço justamente no segmento em que atua o Hortifruti, antiga empresa ligada à participação agora vendida pela Americanas.</p><p>A transação também faz parte da estratégia da Americanas de simplificar sua estrutura de ativos após o processo de recuperação financeira iniciado em 2023. No caso do Extrafruti, porém, as ações negociadas estavam fora da recuperação judicial, permitindo uma negociação direta entre as partes. A conclusão do negócio depende apenas do aval do Cade.</p>